Editorial

«Dar mais força ao PCP para dar mais força à luta pelos direitos dos trabalhadores e do povo e pelo desenvolvimento soberano do País»

97 ANOS DE VIDA E DE LUTA

Assinala-se esta semana o 97.º aniversário do Partido. Neste quadro, o PCP realizou um conjunto de acções de que se destaca as diversas iniciativas de comemorações deste aniversário com realce para o comício do passado sábado em Lisboa e para o almoço de domingo no Seixal com a participação de Jerónimo de Sousa; a campanha «Valorizar os trabalhadores. Mais força ao PCP» que no dia 27 de Fevereiro teve início; a luta em defesa dos direitos da mulher com diversas iniciativas a decorrer em torno do Dia Internacional da Mulher que hoje se comemora; as comemorações do II centenário do nascimento de Karl Marx sob o lema «Legado, intervenção, luta. Transformar o mundo»; a iniciativa legislativa do Grupo Parlamentar do PCP com propostas concretas na área laboral agendadas para discussão na AR na próxima quarta-feira, 14 de Março, visando a eliminação de normas gravosas da legislação laboral.

Desenvolve-se também a acção de reforço do Partido nos planos político, ideológico, orgânico e financeiro. Fortalecendo meios e capacidades e melhorando o seu aproveitamento reforça-se o PCP com reflexos directos na melhoria da sua intervenção nas diferentes frentes em que intervém: de massas, política, institucional, eleitoral e ideológica. Esta é uma acção fundamental de que fazem parte, entre muitas outras, a entrega do novo cartão de membro do Partido e o desenvolvimento de cinco mil contactos junto de trabalhadores tendo em vista a sua sensibilização para a importância de aderirem ao Partido Comunista Português, dando mais força a esta força organizada na luta pelos seus interesses e direitos.

Trata-se de uma acção de reforço que confirma o entendimento do PCP de que os partidos não devem depender do financiamento do Estado. Em simultâneo, é também um categórico desmentido e denúncia da campanha populista e reaccionária de mentiras e falsificações desencadeada, em particular contra o PCP, a propósito da votação das alterações à lei de financiamento dos partidos ocorrida na passada sexta-feira na Assembleia da República.

No desenvolvimento da situação nacional evidencia-se o objectivo do PSD de, no seguimento do seu congresso, branquear o seu passado apostado em tudo fazer para recuperar a política de agravamento da exploração, empobrecimento e desastre nacional que, conjuntamente com o CDS, executou em quatro anos de governo. Por outro lado, acentuam-se as manifestações de convergência entre PS, PSD e CDS verificadas em diversas matérias. PS e PSD avançam no consenso em torno das chamadas «reformas estruturais», enganosa designação com que se envolve as medidas de exploração do trabalho, de retrocesso económico e de injustiça social que o grande capital, a todo o custo, quer ver executadas.

Entretanto novos dados sobre crescimento económico evidenciam a sua relação com as medidas de defesa, reposição e conquista de direitos que, em resultado da luta dos trabalhadores e da intervenção do PCP, têm vindo a ser concretizadas. É um caminho que é preciso prosseguir, mas que não legitima as ilusões daqueles que consideram ser possível o desenvolvimento do País mantendo a submissão à União Europeia, ao euro, à dívida e ao poder dos monopólios. Pelo contrário, como insiste e sublinha o PCP, é necessária e urgente a ruptura com a política de direita e a concretização de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, com soluções estruturais para os profundos problemas do País e para assegurar o seu desenvolvimento soberano.

É a pensar nas mudanças que se impõem que o PCP se bate por estes objectivos imediatos e concretos sem deixar de ter em conta que os avanços conseguidos desta forma são parte integrante da mesma luta que travamos pela ruptura e alternativa necessárias.

Intensifica-se a luta de massas com diversas acções planificadas e em realização e de que sobressaem: a manifestação nacional de mulheres convocada pelo MDM para o próximo sábado,

10 de Março, em Lisboa; a manifestação de jovens trabalhadores contra a precariedade e pelo emprego com direitos que a InterJovem/CGTP-IN promove no dia 28 de Março igualmente em Lisboa; as manifestações comemorativas do 44.º aniversário do 25 de Abril e do 1.º de Maio, a preparar a partir das empresas, locais de trabalho e sectores em torno da acção reivindicativa, convergindo numa grande jornada de luta dos trabalhadores e do povo. Destaca-se igualmente um número considerável de lutas que se trava nas empresas, locais de trabalho e sectores.

É por isso que afirmamos: há fundamentadas razões de confiança num Partido como este. Como referiu Jerónimo de Sousa no comício em Lisboa, «confiança num Partido que assume a sua identidade comunista, neste colectivo que resiste e avança, que não volta a cara às adversidades, que está onde sempre esteve, na frente da batalha pelos interesses e direitos dos trabalhadores e do povo, na vanguarda da luta por “Uma Democracia Avançada – Os Valores de Abril no Futuro de Portugal”, por uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, por uma terra sem amos, pelo socialismo e o comunismo».



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