IG Metall exige aumentos de 6% para quatro milhões de operários
Metalúrgicos alemães exigem redução do horário

CONFLITO LABORAL Centenas de milhares de trabalhadores na Alemanha iniciaram, dia 31, uma série de greves, convocada pelo sindicato IG Metall, por aumentos salariais e a redução da semana de trabalho.

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As greves de 24 horas, realizadas entre quarta e sexta-feiras da semana passada, em cerca de 250 empresas do sector metalúrgico e electrónico, foram precedidas, ao longo do mês de Janeiro, por paragens parciais, chamadas «greves de aviso», nas quais participaram cerca de 960 mil trabalhadores.

Após o fracasso das negociações com o patronato, no fim-de-semana anterior, o poderoso sindicato dos metalúrgicos decidiu aumentar a pressão, ameaçando paralisar gigantes industriais como a Daimler, Caterpillar, Siemens ou Thyssenkrupp.

Em causa estão duas revindicações centrais: aumentos salariais de seis por cento, para um universo de quase quatro milhões de trabalhadores, e a possibilidade de redução da semana laboral, a pedido do trabalhador.

Para o presidente do IG Metall, Jörg Hofmann, trata-se da «modernização do mundo do trabalho que deveria ter sido feita há muito tempo».

Em concreto o sindicato pretende que cada trabalhador do sector possa reduzir o seu tempo de trabalho de 35 horas para 28 horas semanais, por um período máximo de dois anos. No caso de o trabalhador ter a seu cargo uma criança com menos de 14 anos ou um familiar dependente, a correspondente redução salarial deverá ser compensada com um suplemento de 200 euros.

O patronato opõe-se à redução do horário alegando que isso seria prejudicial para a economia, num momento em que as empresas estão com as carteiras de encomendas completas e a mão-de-obra qualificada já escasseia nas principais regiões industriais, onde se regista taxas de desemprego por vezes abaixo dos cinco por cento.

Também no que toca à questão salarial as partes estão muito distantes. Enquanto o sindicato exige um aumento de seis por cento, considerando que os trabalhadores devem beneficiar do crescimento económico, o patronato não vai além dos dois por cento.

Uma nova ronda de negociações estava prevista para esta semana.




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