Breves
CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
Aumento de comissões é escandaloso

O PCP protestou, no dia 1, contra o escândalo que representa o novo aumento das comissões bancárias na CGD. Numa nota do Gabinete de Imprensa, o Partido lembra que as comissões representam já, antes deste aumento, cerca de 450 milhões de euros por ano e rejeita que o número de operações actualmente taxadas pelo banco público e o valor atribuído a cada uma delas o equipare a um qualquer banco privado cujo único objectivo é o lucro máximo. Mais escandalosa se torna toda esta situação quando as taxas registam o terceiro aumento no espaço de um ano.

Para o PCP, a actividade do banco público «deve centrar-se na actividade bancária, na captação de poupanças e empréstimos, virando a sua actividade prioritariamente para o apoio às famílias e à economia, privilegiando as PME». Ela não deve, portanto, «procurar resultados pela via mais fácil, que é aprofundar a exploração das famílias que acreditam na importância da existência do banco público». O Governo não pode, segundo o Partido, continuar a refugiar-se na existência de uma entidade reguladora para não intervir na gestão da Caixa, nada fazendo para impedir a manutenção de uma gestão de natureza privada, «verdadeira responsável pelo processo de reestruturação em curso».


PARLAMENTO EUROPEU
Exclusão inexplicável do PCP

Numa carta dirigida a António Correia de Campos, presidente do Conselho Económico e Social, o PCP protesta pela exclusão dos seus deputados no Parlamento Europeu no painel de debate «Orçamento da União para o pós-2020: que impactos para Portugal?». Este painel insere-se na Conferência «O futuro da UE: Orçamento da União e Portugal», organizada por aquele conselho no próximo dia 9 no Centro Cultural de Belém. Esta exclusão é «tão mais inexplicável e inaceitável» quando o PCP tem três deputados no Parlamento Europeu, que integram o Grupo Confederal Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica, assumindo inclusivamente um deles, Miguel Viegas, a coordenação deste grupo na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu. Na missiva, o PCP exige que a situação seja corrigida e que os seus deputados possam contribuir para tão importante debate.


FUNDÃO
Meios humanos e materiais insuficientes

A deputada do PCP na Assembleia da Republica, Paula Santos, acompanhada por eleitos do PCP realizou, no passado dia 29 de Janeiro, várias reuniões com instituições do concelho do Fundão, em que estiveram em foco algumas das questões sociais que afectam as populações. A delegação do PCP visitou a Santa Casa da Misericórdia, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, a Delegação de Saúde do Fundão e o Hospital. Em todas estas instituições ficou clara a insuficiência de meios materiais e humanos e a necessidade de reforçar as valências dos serviços de saúde, claramente insuficientes para fazer face ao que a realidade impõe.