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Arquivo digital do «Livro do Desassossego»

Está disponível online um arquivo digital colaborativo do «Livro do Desassossego», uma das maiores obras de Fernando Pessoa, com imagens dos documentos originais e transcrições de quatro edições da obra.

O Arquivo Digital Colaborativo do Livro do Desassossego (LdoD) foi preparado entre 2012 e 2017 por investigadores do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores em Lisboa.

A apresentação da plataforma interativa, financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela União Europeia, ocorreu no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, no dia 11.

O LdoD contém imagens dos documentos autógrafos, novas transcrições desses documentos e ainda transcrições de quatro edições da obra – de Jacinto Prado Coelho, de Teresa Sobral Cunha, de Richard Zenith e de Jerónimo Pizarro –, que é possível consultar separadamente e comparar, e permite que os utilizadores colaborem na criação de edições virtuais do «Livro do Desassossego».


Sintra recebeu em 2017 mais de três milhões de visitantes

Os monumentos e parques de Sintra registaram, no ano passado, mais de três milhões de visitantes, o que representa uma subida de 21,65% relativamente a 2016, informou a semana passada a Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), em comunicado.

Segundo a empresa, o polo constituído pelo Parque e pelo Palácio Nacional da Pena voltou a ser o mais procurado, com um total de 1 685 964 entradas, o que faz do Palácio da Pena o mais visitado do País, com uma subida de 27,7% em relação a 2016. O segundo mais visitado foi o Palácio Nacional de Sintra, com 545 558 visitantes, seguindo-se o Castelo dos Mouros, com 561 490 vistas, e, em 4.º lugar, o Palácio Nacional de Queluz, com 180 432 entradas. Dos visitantes, cerca de 80,5% foram estrangeiros e 19,5% portugueses.

A PSML é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000 no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade.


Obra de Paulo Rocha na Cinemateca Francesa

A Cinemateca Francesa, em Paris, iniciou a 10 de Janeiro uma retrospectiva da obra do realizador português Paulo Rocha. O objectivo é fazer «descobrir ou redescobrir um cineasta singular», que ocupou «um lugar importante na história do cinema do século XX, à imagem do lugar que tiveram outros grandes cineastas portugueses» como afirmou à Lusa o director-geral da instituição, Frédéric Bonnaud.

A retrospectiva do cineasta, que morreu em Dezembro de 2012 aos 77 anos, visa ainda mostrar que «ao lado do gigantesco Manoel de Oliveira, logo nos anos 60, em Portugal, houve gente menos conhecida como Rocha ou António Reis, que fizeram parte deste movimento mundial de cinema que sucedeu à 'Nouvelle Vague' francesa chamado 'Os Novos Cinemas'».

O ciclo, inaugurado com «Os Verdes Anos», o primeiro filme de Paulo Rocha, de 1963, termina a 1 de Fevereiro, e foi organizado em parceria com a Cinemateca Portuguesa, à qual o cineasta deixou, em testamento, toda a sua obra e património cinematográfico.


Vhils e Mr.A em Singapura na «Art from the streets»

Os artistas Alexandre Farto (Vhils) e André Saraiva (Mr.A) estão entre os participantes da mostra «Art from the streets», inaugurada a 13 de Janeiro, em Singapura. A mostra passa em revista 40 anos de Arte Urbana, «desde os primeiros tempos de contracultura até à extraordinária ascensão como importante fenómeno na arte contemporânea», através de trabalhos de «alguns dos maiores artistas urbanos do mundo», lê-se no texto de apresentação da exposição.

Além de Portugal, Vhils tem trabalhos em países e territórios como a Tailândia, Malásia, Hong Kong, Itália, Estados Unidos, Ucrânia, Brasil. Em 2014, inaugurou a sua primeira grande exposição numa instituição nacional, o Museu da Eletricidade, em Lisboa: «Dissecação/Dissection» que atraiu mais de 65 mil visitantes em três meses.

André Saraiva, criador do mural com mais de 53 mil azulejos pintados à mão do Jardim Botto Machado, em Lisboa, começou fazer 'graffiti' em 1985. Na década de 1990 criou «Monsieur A» (Mr.A), uma personagem de cabeça redonda, olhos em X, com uns traços a fazerem de pernas e um sorriso rasgado, com a qual se tornaria conhecido e que espalhou em paredes de cidades de todo o mundo.


Três filmes portugueses no Festival de Berlim

Três filmes portugueses, dos realizadores João Viana, Sandro Aguilar e André Gil Mata foram seleccionados para o programa «Fórum» do Festival de Cinema de Berlim, a realizar de 15 a 25 Fevereiro, na Alemanha, anunciou a organização na passada quinta-feira, 18.

O programa conta este ano com 44 filmes e é a «secção mais ousada» do festival, com produções 'avant garde', experimentais, ensaios ou com uma reflexão política.

João Viana participa no «Fórum» com a longa-metragem «Our Madness», sobre a realidade de Moçambique, onde foi rodada; Sandro Aguilar com «Mariphasa», que remete os espectadores para uma realidade alternativa; e André Gil Mata com «A Árvore», rodada no Inverno passado na Bósnia-Herzegovina.



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