Aconteu
Ajuda humanitária retrocede quase uma década

Em 2010 o Fundo Central das Nações Unidas de Resposta a Emergências (CERF, na sigla em inglês) distribuiu cerca de 345 milhões de euros em ajuda humanitária; em 2017, o montante despendido foi quase o mesmo, apesar de os problemas não terem parado de aumentar: 374,1 milhões de euros. Segundo CERF, que dispõe de um fundo para intervir nos casos de necessidade de assistência urgente a pessoas afectadas por desastres naturais ou conflitos armados, a organização necessita de angariar a médio prazo qualquer coisa como 18 mil milhões para poder intervir nas situações mais negligenciadas.

O continente que tem recebido mais apoio é o africano, já que só para a Somália foram canalizados 27,4 milhões, seguindo-se a Nigéria (26,4), Sudão (24,6), Etiópia (23,6), Bangladesh (20,2), República Centro Africana (13, 5) e Uganda (12,5).


Recuperação económica e precariedade

Um documento do Barómetro das Crises, do Observatório sobre Crises e Alternativas, divulgado dia 5, considera que os dados mais recentes dos Fundos de Compensação do Trabalho e de Garantia de Compensação do Trabalho mostram que a consolidação da recuperação económica não alterou em 2017 a distribuição por tipo de contratos celebrados depois de 2013.

«O peso dos contratos permanentes nos contratos assinados desde 2013 continua a ser diminuto (cerca 34% dos novos contratos vigentes em Outubro de 2017). A disparidade entre o número de contratos assinados e vigentes continua a ser reveladora da volatilidade dos contratos de trabalho, visivelmente à revelia da lei», refere o documento, citado pela Lusa.

A precariedade, de acordo com a mesma fonte, é acompanhada por uma degradação da remuneração média dos novos contratos permanentes (837 euros mensais brutos no final do primeiro semestre de 2017), e de uma subida da remuneração média dos contratos não permanentes (777 euros mensais brutos no final do primeiro semestre de 2017), tudo apontando para que o salário mínimo nacional (SMN) se apresente crescentemente como a remuneração de referência.


Globos de Ouro

A cerimónia de entrega dos prémios de cinema e televisão Globos de Ouro, em Los Angeles, no dia 7, ficou marcada pelas denúncia de abusos sexuais que envolvem produtores e actores de Hollywood, com grande parte das actrizes a comparecer vestida de preto em sinal de solidariedade com as vítimas dos abusos. A gala teve como grande vencedor o filme «Three Billboards Outside Ebbing, Missouri», que conquistou quatro galardões: melhor drama, melhor actriz (Frances McDormand), melhor actor secundário (Sam Rockwell) e melhor argumento (Martin McDonagh).

A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood anunciou no mesmo dia a doação de dois milhões de dólares a duas organizações de defesa do jornalismo, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e o Comité para a Protecção de Jornalistas, visando a combater as ameaças à liberdade de imprensa.


Museu Gulbenkian com mais visitas

O Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, teve um total de 457 300 visitantes, em 2017, o que representa um aumento de 6% relativamente ao ano anterior (mais 26 mil). Em declarações à Lusa, fonte do gabinete de comunicação da Fundação Gulbenkian indicou que o 'top' foi liderado pela exposição «Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno»: patente ao público de 3 de Fevereiro a 5 de Junho do ano passado, a mostra teve um total de 134 638 visitantes.


Curtas portuguesas no Festival de Berlim

Três curtas-metragens portuguesas foram seleccionadas para a competição do Festival de Cinema de Berlim, anunciou ontem a organização. Entre os 22 filmes que competirão pelo Urso de Ouro estão as produções nacionais, todas em estreia mundial: «Madness», de João Viana, «Onde o Verão vai (episódios da juventude)», de David Pinheiro Vicente, e «Russa», obra conjunta de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.

O Festival decorrerá de 15 a 25 de Fevereiro e do júri da competição de curtas faz parte o realizador português Diogo Costa Amarante, Urso de Ouro em 2017, com «Cidade Pequena».



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