Breves
Panpor em greve

Com uma adesão que o Sintab estimou em mais de 90 por cento, iniciou-se na segunda-feira, dia 8, uma greve de meia hora em todos os turnos na Panpor, em Rio Maior. O sindicato da Fesaht/CGTP-IN destacou como motivo da luta – que se prolonga até dia 20 e que deve incluir a realização de uma concentração no exterior da empresa (marcada para dia 9, foi adiada devido ao mau tempo) – o protesto contra o facto de os trabalhadores serem «obrigados a trabalhar sem remuneração para além das oito horas de trabalho diário», incluindo «a meia hora de refeição determinada pela empresa, a qual não é verdadeiramente tempo de refeição, mas sim tempo de trabalho».


Fisipe parou

Os trabalhadores da Fisipe, no Barreiro, estiveram em greve entre os dias 24 e 26 de Dezembro, provocando a paragem da produção nos três dias. Esta foi a segunda paralisação que realizaram em 2017, recordou o SITE Sul, salientando, de entre os objectivos da luta, as exigências de aumentos salariais, do fim da limitação do gozo de férias e de regulamentação da «escala G» de reforço. É contestado o recurso a contratos precários e são exigidas melhorias nas condições de trabalho.


Pelos feriados nos callcenters

A greve de seis dias dos trabalhadores da Randstad em callcenters, concluída a 2 de Janeiro, registou índices de adesão entre 59 e 95 por cento, segundo os sindicatos da CGTP-IN que convocaram a luta. Anabela Silva, dirigente do SIESI, disse à agência Lusa que a adesão foi de 95 por cento na EDP, onde laboram cerca de 1500 trabalhadores da Randstad, e na NOS, que tem cerca de 500. Victor Narciso, Secretário-geral do SNTCT, que representa trabalhadores na MEO e na NOS em Lisboa, indicou que a adesão foi de 59 por cento.
A luta foi promovida contra a recusa da administração da Ranstad em elaborar uma escala de feriados de Natal e fim de ano, bem como para dar força às exigências de aumentos salariais, uniformização do subsídio de alimentação, negociação do contrato colectivo e integração do pessoal das «prestadoras de serviços» nos quadros das empresas para que efectivamente laboram.