Argentina contra reformas Macri

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Uma greve de 24 horas, marchas e bloqueios das principais vias e dos acessos de Buenos Aires marcou esta segunda-feira, 18, mais uma jornada convocada por organizações sindicais e sociais contra a alteração do cálculo das pensões de reforma e das prestações sociais, impulsionada pelo presidente da Argentina, Maurício Macri. A proposta acabou por ser aprovada na madrugada de anteontem pela maioria dos deputados, apesar dos protestos.

O chefe de Estado e de governo é acusado de promover um ataque aos direitos sociais e rendimentos dos mais vulneráveis (idosos e famílias carenciadas), já que a nova fórmula vai repercutir-se negativamente nos montantes devidos aos que se pretendam reformar e àqueles que beneficiam de apoios públicos.

Na quinta-feira, 14, centenas de milhares de pessoas concentraram-se junto ao parlamento argentino para contestar o pacote antisocial. A multidão foi dispersa pelas forças repressivas com balas de borracha, canhões de água e cargas de unidades de choque. Muitos manifestantes acabaram feridos com gravidade e dezenas foram detidos durante horas nas esquadras da polícia.

A violência como resposta do governo argentino à contestação social e laboral não é novidade. Um relatório apresentado por estes dias pelo Centro de Estudos Legais e Sociais da Argentina nota o aumento da criminalização dos protestos por parte do Estado desde a tomada de posse do presidente Macri. São exemplos a perseguição da dirigente indígena Milagro Sala e o desaparecimento de Santiago Maldonado após uma acção de luta em defesa da comunidade Mapuche.

 



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