Breves
PCP quer mais justiça social na região

A organização do PCP na Região Autónoma da Madeira apresentou um conjunto de propostas de alteração ao Orçamento Regional para 2018 no sentido de fazer reverter para os trabalhadores e as populações o crescimento que o governo regional assume existir. O Partido lembra que os «madeirenses e portossantenses são confrontados com a taxa de desemprego mais alta do País, com o agravamento de situações de pobreza e exclusão social, com a diminuição dos custos do trabalho». A proposta de orçamento, denunciam os comunistas, reflecte uma opção política pelos mais poderosos, ao isentar de contribuição o sector bancário, o que revela uma profunda «falta de coragem de garantir que quem mais tem mais contribui para o Orçamento Regional».

Entre outras, o PCP apresentou as seguintes propostas: criação do complemento de pensão de 65 euros para reformados e pensionistas que aufiram rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional e do complemento de 10 por cento ao Abono de Família para crianças e jovens; gratuitidade dos manuais escolares no 1.º ciclo; fim das taxas moderadoras; majoração do montante do subsídio de desemprego em 10 por cento; criação de um programa complementar para apoio financeiro aos cidadãos desempregados, com particular incidência junto dos desempregados de longa duração; criação do Fundo de Compensação Social; criação de um cabaz de bens essenciais.


AÇORES
Promover e potenciar a investigação científica

O PCP recebeu com surpresa o anúncio do eventual encerramento das instalações do Instituto do Mar (IMAR) na Horta. Numa intervenção proferida na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, no decurso de um debate sobre o tema, o deputado comunista João Paulo Corvelo reafirmou que, para o PCP, é «fundamental e estratégico que este polo de investigação marinha prossiga o seu trabalho na cidade da Horta» e que o faça «apetrechado de todos os meios técnicos e humanos» de que necessita para a plena concretização das suas funções.

Assim, perante as dúvidas que subsistem sobre o futuro do IMAR, o deputado do PCP, eleito pela Ilha das Flores, defendeu não só um esclarecimento cabal acerca do futuro da investigação no polo da Horta da Universidade dos Açores como também um conhecimento mais profundo sobre se «estão assegurados todos os meios técnicos e salvaguardados os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores no suposto período de transição entre o anunciado encerramento do IMAR e a activação de um Centro de Investigação da Universidade dos Açores designado por Okeanos». Reafirmando a posição «intransigente» do PCP nesta matéria, João Paulo Corvelo considerou inaceitável que se prossiga um caminho que «tenha como consequência ou vise a contínua desvalorização e esvaziamento do prestigiado e reconhecido polo de investigação científica da Universidade dos Açores na cidade da Horta».