Tribunal Supremo de Espanha mantém na prisão dirigentes catalães

O Tribunal Supremo espanhol decidiu, dia 4, manter na prisão quatro dirigentes catalães, e fixou fianças de cem mil euros para seis ministros regionais poderem sair em liberdade.

O juiz reconheceu não haver risco de fuga, mas considerou que há risco de repetição de crime nos casos de Oriol Junqueras, ex-vice-presidente do governo catalão, de Joaquin Forn, ex-ministro regional, e dos dois dirigentes de organizações sociais independentistas, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart.

«Os seus casos estão directamente ligados a uma explosão de violência que, a repetir-se, não deixa margem para corrigir ou satisfazer aqueles que foram envolvidos nela», considerou o juiz Pablo Llarena.

Os quatro dirigentes independentistas não poderão assim participar em liberdade na campanha eleitoral para as eleições regionais de 21 de Dezembro (que começou à meia-noite de segunda-feira, 4), nas quais todo menos Jordi Cuixart são candidatos.

Os outros seis ex-ministros regionais (Raul Romeva, Carles Mundó, Dolores Bassa, Meritxell Borrás, Jordi Rull e Josep Turull), que sairam em liberdade após pagamento da caução, estão proibidos de abandonar o país, devendo entregar os seus passaportes, e têm de se apresentar semanalmente no Tribunal Superior de Justiça da Catalunha ou noutro tribunal de comarca à sua escolha.

As eleições regionais do próximo dia 21 foram convocadas pelo presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, no dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont.

Os partidos independentistas ganharam as eleições regionais de 2015, tendo organizado um referendo sobre a autodeterminação em 1 de Outubro que foi considerado ilegal.




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