Breves
VILA NOVA DE GAIA
Devolver aos pescadores o porto da Afurada

O PCP quer que o porto de pesca da Afurada, em Vila Nova de Gaia, seja devolvido aos pescadores e à actividade piscatória, «com a dignidade e as condições que deve ter» e entregou um requerimento na Assembleia da República precisamente com esse objectivo. O documento, subscrito pelos deputados do PCP eleitos pelo Porto Jorge Machado, Diana Ferreira e Ana Virgínia Pereira e dirigido ao Ministério do Mar, lembra a intervenção realizada há uns anos no porto, que passou a albergar uma marina destinada a barcos de recreio prejudicando a pesca e os pescadores. Fruto da pressão turística sobre a freguesia, parte do porto de pesca foi subtraído ao usufruto dos pescadores e destinado a um parque de estacionamento. O pouco espaço disponibilizado para a actividade piscatória torna muitas vezes impossível a deslocação e estacionamento de viaturas a ela ligadas, bem como o depósito e manutenção dos apetrechos de pesca e redes. Acresce ainda o facto de as embarcações terem que ir abastecer de combustível ou gelo ao porto de Matosinhos, localizado aproximadamente a sete milhas do local, o que, lembra o PCP, «representa custos acrescidos num sector há anos profundamente castigado».


MADEIRA
PS e PSD prejudicam economia regional

A Organização do PCP na Região Autónoma da Madeira lamenta o chumbo por parte do PS, e a abstenção do PSD, de propostas apresentadas pelo grupo parlamentar comunista na discussão na especialidade do Orçamento do Estado que beneficiariam a economia agrícola da região. Em causa estava, na primeira dessas propostas, a intenção de reduzir a taxa de IVA do mel-de-cana da Madeira a cinco por cento (em vez dos actuais 22 por cento), equiparando assim este produto, em termos tributários, ao mel de abelha. Uma segunda medida defendida pelo PCP ia ao encontro da pretensão dos produtores de rum da Madeira, que pretendiam ver reduzida a taxa de Imposto Especial de Consumo em 50 por cento relativamente à que se aplica no continente, de forma a aumentar as vendas no mercado nacional.


LISBOA
PCP exige melhor serviço no Metropolitano

Dirigentes, eleitos e militantes do PCP estiveram recentemente nas estações do Metropolitano de Lisboa do Cais do Sodré, Sete Rios e Campo Grande a afirmar junto dos utentes a exigência de investimentos na empresa para que esta esteja à altura de cumprir o serviço público a que está obrigada. Para o PCP, impõe-se repor os descontos para todos os utentes reformados e estudantes; reverter os aumentos de 30 por cento (nos últimos cinco anos) no preço dos passes intermodais e alargar a sua vigência a toda a Área Metropolitana, todos os operadores e todas as carreiras; alargar a rede a Alcântara, à Zona Norte e a Loures; contratar 30 novos maquinistas; reforçar o número de trabalhadores, de modo a garantir a manutenção e reparação da infra-estrutura e dos comboios e o guarnecimento das estações.