Frente Ampla foi uma boa surpresa das eleições presidenciais no Chile

O milionário Sebastián Piñera, de direita, e o senador Alejandro Guillier, independente do centro-esquerda, vão disputar a presidência da República do Chile na 2.ª volta das eleições, a 17 de Dezembro.

Piñera conseguiu 37% dos votos com a coligação «Chile Vamos» e Guillier, com a «Nova Maioria», obteve 22%.

A jovem Frente Ampla, formada há menos de um ano, foi uma boa surpresa das eleições presidenciais e parlamentares de domingo, 19, no Chile, ao conquistar uma votação muito acima do previsto nas sondagens.

«O Chile quer mudanças, um milhão e 200 mil pessoas votaram pela mudança, contra as correntes, contra as sondagens que nos deram como mortos, contra a política tradicional», afirmou Beatriz Sánchez, jornalista, líder da Frente Ampla, citada pela Prensa Latina.

A nova formação ficou em terceiro lugar e obteve 20,3% dos votos – elegeu 21 representantes na Câmara de Deputados e um no Senado –, embora os estudos de opinião lhe dessem um máximo de 8% dos sufrágios. O seu apoio na 2.ª volta poderá ser decisivo para uma vitória de Guillier.

Piñera, ex-presidente da República (2010-2014), que as sondagens consideravam favorito e provável vencedor à 1.ª volta, já conseguiu um apoio, o do ultra-direitista José António Kast (8% dos votos), que reivindica o legado do ditador fascista Augusto Pinochet. Foi, nos últimos quatro anos, um feroz crítico da presidente Michelle Bachelet, socialista, que deixará o Palácio de La Moneda a 11 de Março do próximo ano.

Nas eleições de domingo votaram 50% dos 14 milhões de eleitores inscritos e, pela primeira vez, puderam participar os chilenos no estrangeiro.

 



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