- Edição Nº2293  -  9-11-2017

Manifestação a 18 em Lisboa pela valorização do trabalho
MOBILIZAÇÃO A pouco mais de uma semana para a manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para sábado, 18, a Intersindical reitera as razões pelas quais apela à adesão massiva dos trabalhadores.

Num folheto de esclarecimento e mobilização para a jornada de luta a realizar a partir das 15h00 entre o Marquês de Pombal e a Praça dos Restauradores, em Lisboa, a central sindical sustenta que «é preciso romper com a política do passado» e apresenta reivindicações concretas que pretende ver satisfeitas.

No documento em distribuição nas empresas e locais de trabalho de Norte a Sul do País, valoriza-se «os avanços» traduzidos na «recuperação de alguns direitos, rendimentos e salários» e no «aumento das pensões, reformas e apoios sociais». Todavia estes são «progressos tímidos face às consequências da política de agravamento da exploração e empobrecimento do governo PSD/CDS que subsistem», a par de «problemas estruturais do País resultantes de décadas de política de direita».

Persistem as desigualdades sociais e a pobreza de parte significativa da população. A precariedade atinge cerca de um milhão de trabalhadores e continua sem resposta consequente. Os salários e as reformas continuam muito baixos. Os direitos dos trabalhadores são postos em causa e os sindicatos impedidos de entrar em empresas e serviços. As relações de trabalho continuam profundamente desequilibradas a favor dos patrões e o Governo PS recusa-se a revogar as normas gravosas da legislação laboral. Os salários dos trabalhadores da Administração Pública (AP) não são aumentados desde 2009 e o descongelamento das carreiras fica muito aquém do exigível, considera a CGTP-IN, que defende, entre outras medidas: