A situação é terrível para quem está com salários em atraso
Trabalhadores da Soares da Costa decidem vir a Lisboa exigir solução

FUTURO Trabalhadores da Soares da Costa deslocaram-se anteontem, 7, ao Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia para obter informações sobre a viabilização da empresa. Sem resposta, vêm a Lisboa dia 18 exigir soluções ao Governo.

Cerca de uma centena de operários da construtora foram acompanhados pelo dirigente do Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente, Luís Pinto, que junto da Justiça procurou saber o andamento do segundo Processo Especial de Revitalização (PER).

«Andamos nisto desde Agosto de 2016» e a expectativa era que com este segundo plano de recuperação o processo fosse acelerado. A situação «é terrível para quem está desde Janeiro com salários em atraso», denunciou à saída do tribunal o representante sindical, citado pela Lusa.

Perante a ausência de resposta, os trabalhadores da Soares da Costa decidiram participar na manifestação nacional convocada pela CGTP-IN no próximo dia 18, em Lisboa, e, simultaneamente, exigir a intervenção do Governo.

«Queremos que a empresa progrida», disse também à agência de notícias portuguesa Mário Ferreira, trabalhador da Soares da Costa há décadas, aliás, como a maioria.

Na sexta-feira, 3, os operários protestaram frente à obra do Hotel Monumental, na Avenida dos Aliados, no Porto, pelo pagamento dos salários em atraso. Manifestaram ainda desconfiança para com a disponibilidade da proprietária da obra acolher os trabalhadores nela envolvidos, considerando que, depois da rescisão contratual com a Soares da Costa, tal intenção pode conduzir ao fim da construtora.

«Estes trabalhadores sentem-se completamente desamparados. Precisam que o poder político lhes dê uma resposta», disse na ocasião Tiago Oliveira, da União de Sindicatos do Porto, para quem, «no que respeita à discussão dos PER» é urgente encontrar soluções para «o futuro destes trabalhadores, que não podem estar meses e meses sempre na incerteza, sempre com ameaça de despedimento, a ameaça de extinção do posto de trabalho ou dificuldade para receber o salário».




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