Cantinas escolares da Uniself paradas a Norte

O protesto massivo dos trabalhadores da Uniself encerrou pelo menos 83 cantinas escolares concessionadas, na região Norte, no dia 2 de Novembro. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte estimou o nível de adesão à greve em 90 por cento.

Para além da paralisação, os trabalhadores concentraram-se de manhã frente à Direcção Regional de Educação do Norte, no Porto, exigindo que se faça cumprir o caderno de encargos por parte da empresa a quem foi adjudicada a exploração das refeições. Tanto mais, explicou o dirigente sindical Francisco Figueiredo, que o Ministério da Educação sabe que a Uniself não está a cumprir o acordado aquando da transmissão da concessão, antes a cargo das privadas Gertal e Itau.

Trabalhadores sem contrato ou empurrados para empresas de trabalho temporário, outros a quem foi reduzida a carga horária com reflexo na remuneração; trabalhadores sem reconhecimento da respectiva categoria profissional e outros despedidos apesar de serem essenciais ao serviço (alguns subcontratados), foram algumas das situações denunciadas. Durante a acção reivindicativa foi aprovada uma moção em que se exige a contratação de todos os trabalhadores que laboravam no ano lectivo 2016/17 e a reintegração dos despedidos, sem recurso a empresas de trabalho temporário; o pagamento dos prémios e dos subsídios de transporte como até então e o pagamento dos salários ou parcelas dos salários em falta relativos a Setembro e Outubro; e a reposição da carga horária mínima de 20 horas semanais.

Os trabalhadores das cantinas da Uniself no Norte do País pretendem, ainda, o reconhecimento das categorias profissionais, o fornecimento de produtos alimentares, instrumentos de trabalho e fardamento suficientes e adequados.




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