Baldios exigem «medidas imediatas» para a reflorestação

Dia 29 de Outubro, em Miranda do Corvo, a Associação Cooperação Entre Baldios do Distrito de Coimbra (COBALCO) analisou, na sua primeira reunião de direcção, o «flagelo dos incêndios» que ocorreram a 15 de Outubro. Segundo a COBALCO, nos concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares arderam mais de 20 mil hectares de área baldia. Na Pampinhosa da Serra ardeu toda a área baldia (sete mil hectares, em nove baldios).

Em nota de imprensa, a recém formada associação lembra que «muitos dos baldios ardidos não têm capacidade financeira para a reflorestação e recuperação de toda a área ardida». Face a esta realidade, cabe ao Governo tomar «medidas imediatas de apoio financeiro a fundo perdido para investimento em reflorestação e recuperação de toda esta área comunitária ardida», defende a COBALCO, salientando: «Em baldios sem receitas significativas, o apoio financeiro tem que ser a 100 por cento, nomeadamente para reflorestação em espécies autóctones».

Entre outras matérias, exige-se ainda a intervenção do Executivo PS no escoamento a preços justos das madeiras «salvadas» dos incêndios florestais e a criação de um programa de apoio ao desenvolvimento rural, «com medidas concretas que venham ao encontro das necessidades da agricultura familiar e da floresta, nomeadamente das áreas comunitárias de baldios».




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