Breves
Vitórias

O acordo assinado pelos sindicatos dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (SITAVA) e dos Trabalhadores dos Transportes da Área Metropolitana do Porto prevê revisões salariais para os trabalhadores da Groundforce/SpdH, a implementar em três fases de Novembro de 2017 até Janeiro de 2019. O aumento salarial médio será de 3,75 por cento, sendo que para aqueles que auferem até ao Salário Mínimo Nacional o crescimento se situa entre os cinco e os 7,45 por cento.

O SITAVA informa ainda que o acordo contempla, entre outros aspectos, um pagamento extra de metade de um vencimento base para compensar o congelamento salarial desde 2015 e o aumento do subsídio de refeição em cinco por cento com aplicação já em 2018.

Já na Lusíadas SA, a luta dos trabalhadores permitiu garantir a regularização dos subsídios de turno retidos indevidamente, a devolução da retribuição de horas ilegalmente descontadas, a actualização de categorias profissionais e a atribuição de horário flexível a trabalhadoras com responsabilidades familiares, deu conta o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal – CESP, que, todavia, aguarda resposta positiva a outras reivindicações, caso das escalas nocturnas de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho do sector, a fixação da hora de almoço e dos mapas de férias em todos os locais de trabalho.


Delphi

A intenção de impor horários de trabalho concentrados na empresa que produz componentes para automóveis ainda não foi comunicada, como manda a lei, nem aos trabalhadores nem ao Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), que contesta a entrada em vigor de turnos de 12 horas durante quatro dias interpolados por três dias de descanso, alertando que estes aumentam o risco de doenças profissionais e acidentes e não observam a conciliação da vida profissional com a vida familiar.

O SIESI adverte, ainda, que a Delphi pretende despedir dezenas de trabalhadores mais antigos até ao final do ano, preparando-se para os substituir, em 2018, por trabalhadores temporários com salários menores e, como agora acontece entre os que têm vínculos precários, já com a obrigação de cumprirem o horário de 12 horas.