Breves
MOITA
Corte inaceitável no apoio a cantina social

O PCP acusa o Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal de, unilateralmente e sem qualquer justificação, ter decidido reduzir faseadamente o número de utentes apoiados na valência da cantina social do Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira (CRIVA). A própria instituição do concelho da Moita soube desta decisão apenas uma semana antes do início da sua implementação. Num comunicado emitido pelo Gabinete de Imprensa da Direcção da Organização Regional de Setúbal, o PCP informa que o CRIVA tem dois protocolos com a Segurança Social, abrangendo no total 200 utentes. Com a redução faseada imposta pela Segurança Social, serão apoiadas no final do ano apenas 126 pessoas.

Devido às enormes carências económicas e sociais sentidas pela população do Vale da Amoreira, o CRIVA garante mais refeições do que as estabelecidas pelo acordo, suportando-as com os seus próprios meios. Assim, e ao mesmo tempo que reduz o número de refeições no âmbito do acordo, a Segurança Social continua a enviar para o CRIVA famílias que necessitam desse apoio social, o que para o PCP é contraditório: «Se a Segurança Social reduz o número de refeições apoiadas, como pode o CRIVA apoiar mais famílias?»

Muito embora o PCP considere que as cantinas sociais não são a «intervenção social mais adequada», a imposição da redução do acordo pela Segurança Social, para mais sem qualquer alternativa, deixa dezenas de utentes desamparados. Para o Partido, é necessário ter em consideração a realidade concreta da população do Vale da Amoreira, um território com «enormes fragilidades» onde residem muitas famílias com carências económicas e sociais, desemprego elevado e rendimentos baixos.


AVEIRO
Magusto concelhio estreita laços e mobiliza para as tarefas

A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP promoveu, no sábado, 4, um magusto no Centro de Trabalho, no qual participaram dezenas de militantes e simpatizantes do Partido que participaram na última campanha para as eleições autárquicas de 1 de Outubro. Para além do convívio que a marcou, a iniciativa contou com uma intervenção política, a cargo de Diana Ferreira, deputada do PCP na Assembleia da República, que se debruçou sobre a proposta de Orçamento do Estado, actualmente em discussão na especialidade. Referindo-se às limitações do documento, a deputada comunista valorizou igualmente o facto de ele consolidar as medidas de reposição de direitos, salários e rendimentos tomadas nos últimos dois anos e dar novos passos nesse sentido. Diana Ferreira realçou que também este ano os mais relevantes avanços têm a marca do PCP. Até à votação final do Orçamento, acrescentou, o Partido continuará a bater-se para que ele possa responder ainda melhor à situação do País, nomeadamente através do aumento do IRC a pagar pelas empresas com lucros superiores a 35 milhões de euros, por via do aumento da derrama, da eliminação do corte de 10 por cento no subsídio de desemprego e do alargamento da gratuitidade dos manuais escolares para o segundo e terceiro ciclos do Ensino Básico.