13 de Outubro de 1909 – Francisco Ferrer Guardia é fuzilado

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Acusado de mentor intelectual e instigador das revoltas populares registadas em Barcelona entre Julho e Agosto de 1909 contra a mobilização forçada para a guerra em Marrocos, conhecidas como a «Semana Trágica», Ferrer i Guàrdia (em catalão) é provavelmente o único pedagogo condenado à morte e fuzilado. Convicto de que o «futuro é construído pela escola» e que pode ser um «futuro de dominação e de exploração, se educarmos segundo os princípios da exploração, mas também pode ser um futuro de liberdade, se tivermos a coragem de educar contra nosso tempo», Ferrer suscitou quer o ódio dos partidário da monarquia, pela sua defesa do republicanismo, quer da Igreja Católica, pelo seu anticlericalismo. Defensor de uma sociedade moderna, justa e democrática, Ferrer criou na Catalunha a Escola Moderna, onde praticava a coeducação dos sexos (sem distinção entre rapazes e raparigas) e a coeducação das classes (aberta aos que quisessem educar os filhos nos princípios da liberdade, da solidariedade e da justiça). A Escola funcionou entre 1901 e 1906, tendo sido depois fechada pelo governo espanhol. Todo o seu material foi confiscado e destruído. No final de 1911, Ferrer foi declarado pela justiça espanhola inocente das acusações que o levaram à morte. Morto, Ferrer deixava de ser uma ameaça aos poderes constituídos.




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