Aconteu
População deficiente sem problema reconhecido

Mais de metade dos cidadãos com limitações físicas não tem o problema oficialmente reconhecido, um em cada quatro tem dificuldade em aceder ao local de trabalho e a muitos falta dinheiro para adaptar a casa, segundo os resultados de um inquérito realizado pela DECO.

Mais de 40 por cento dos inquiridos com deficiência grave relatam a dificuldade, ou mesmo impossibilidade, em vencer sucessivas barreiras arquitectónicas, refere o estudo.

Por outro lado, cerca de um terço revela sentir a necessidade de equipamentos ou de infra-estruturas específicas para auxiliar a mobilidade, como banheira e casa de banho adaptadas, elevador ou mecanismos de elevação, entre outros.

Porém, a falta de dinheiro é a principal razão apontada para a ausência das adaptações necessárias, sendo que 45 por cento dos inquiridos afirma ter dificuldades em suportar as despesas diárias relacionadas com a sua condição.

O estudo, divulgado dia 26, obteve 2854 respostas válidas, cujo conteúdo foi no essencial confirmado pela presidente da direcção nacional da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Ana Luísa Sezudo.


Remessas dos emigrantes sobem 30%

As remessas dos emigrantes subiram 30 por cento em Julho face ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Banco de Portugal, coligidos, dia 20, pela agência Lusa.

Naquele mês os emigrantes enviaram para Portugal 364,7 milhões de euros, contra 280,5 milhões enviados em Julho de 2016.

Em sentido inverso, os imigrantes em Portugal enviaram para os seus países de origem 40,9 milhões de euros, o que representa uma descida de 9,3 por cento face aos 45,1 milhões enviados em Julho do ano passado.

Os portugueses em França, com 105 milhões, e na Suíça, com 96 milhões, foram os que mais contribuíram em volume para este aumento. Os portugueses emigrados nos PALOP foram os que reforçaram as remessas, enviando 32,8 milhões de euros, ou seja, mais 59,9 por cento face ao ano passado.

Angola representou a esmagadora maioria das transferências, com 32,08 dos 32,85 milhões de euros provenientes de portugueses a trabalhar nos PALOP.

Já os africanos lusófonos enviaram 3,25 milhões de euros em Julho, o que equivale a uma descida de 17,7 por cento face aos 3,95 milhões enviados um ano antes.


Petição reclama proibição das armas nucleares

Está aberta à subscrição pública uma petição que exige a assinatura e ratificação por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, assumido por 122 países participantes numa conferência das Nações Unidas. Lançada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação a 26 de Setembro, que a ONU designou como Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Armas Nucleares, a petição dirige-se às autoridades nacionais lembrando a consagração no artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa do «desarmamento geral, simultâneo e controlado».

Os subscritores manifestam ainda a sua satisfação pela adopção desse instrumento legalmente vinculativo que proíbe as armas nucleares, levando à sua eliminação total. Desde 20 de Setembro que o Tratado está aberto à assinatura e ratificação pelos estados membros das Nações Unidas.

No texto da petição considera-se as armas nucleares a «mais grave ameaça que pende sobre a Humanidade», acrescentando-se que a dimensão e potência dos actuais arsenais e a crescente tensão que marca a situação internacional colocam com «acrescida urgência a exigência do desarmamento nuclear».

A petição pode ser assinada através da Internet no seguinte endereço: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=nao-armas-nucleares.


«A Fábrica de Nada» chegou aos cinemas

O filme «A Fábrica de Nada», de Pedro Pinho, uma ficção que fala da crise económica e da importância do trabalho, estreou-se, dia 21, nos cinemas portugueses.

Trata-se da primeira longa-metragem do realizador, construída em conjunto com Luísa Homem, Leonor Noivo, Tiago Hespanha, a partir de uma ideia de Jorge Silva Melo e da peça de teatro homónima, de Judith Herzberg.

O filme, interpretado por actores e não actores, descreve um grupo de operários que tentam defender os postos de trabalho, assumido a autogestão da fábrica para evitar o encerramento.

Estreada mundialmente em Maio passado em Cannes, a película foi galardoada com o prémio da federação dos críticos de cinema e terá estreia comercial em vários países, assim como exibição em mais de 50 festivais até ao final do ano.


«Anterianas» apresentadas nos Açores

A soprano Ana Maria Pinto e a pianista Joana Resende apresentaram, dia 20, em São Miguel, nos Açores, o CD «Anterianas», que presta homenagem a Antero de Quental, natural da ilha.

O trabalho é composto por 21 faixas, incluindo quatro recitações de poemas de Antero de Quental. Desde o seu lançamento em Janeiro, tem sido apresentado por todo o País.



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