- Edição Nº2284  -  7-9-2017

Momentos de Solidariedade

Image 23561

Sete momentos de solidariedade ocorreram em outros tantos pavilhões de organizações regionais do PCP na Festa do Avante!.
Tudo começou na sexta-feira à noite, na OR de Coimbra, com Cuba socialista. Depois de uma intervenção de Rita Janeiro, da Secção Internacional (SI) do PCP, Augusto Fidalgo, em nome da Associação de Amizade Portugal Cuba, expressou a admiração pela resistência heróica de um povo perante o mais prolongado e abrangente bloqueio da história.
O representante do PC de Cuba, Rafael Hidalgo Fernandez, por seu lado, enfatizou que a actualização do modelo socialista em curso não coloca em causa as conquistas revolucionárias e tem evidenciado participação democrática mostrando potencialidades e força para continuar.
No sábado, momentos de solidariedade foram quatro. De manhã, na OR do Porto, José Reinaldo Carvalho, do PC do Brasil, e Newton Souza, do PT do Brasil, salientaram que o PCP foi dos primeiros a condenar o golpe e a advertir para os seus propósitos e consequências, os quais, aduziram, passam por reverter avanços e conquistas e recolocar o Brasil no papel de fonte de recursos e lacaio do imperialismo. Em representação do PCP interveio Maurício Miguel, da SI.
Pouco depois, na OR de Santarém, toda a zona da esplanada e para além dela se encheu e o momento de solidariedade com a Venezuela Bolivariana estendeu-se por mais de uma hora, com intervenções de Luís Carapinha, da SI do Partido, Roy Daza, do PSUV, Carolus Wimmer, do PC da Venezuela, e do embaixador do país em Portugal, Lucas Rincón,  todos desmontando a propaganda acerca da situação na Venezuela, mostrando que o que o imperialismo pretende, invocando falsamente a democracia e os direitos humanos, é apossar-se dos valiosos recursos naturais (petróleo, gás, minério de elevado valor). Frisaram, por outro lado, a solidez da unidade cívico-militar face uma autêntica guerra mediática, económica, financeira e à vaga terrorista, bem como para a reclamação massiva de paz e a resposta que constitui a enorme participação popular na eleição da Assembleia Constituinte.

A conquistar
Dois povos sem Estado mas com uma longa e heróica história de resistência estiveram no centro dos actos realizados sábado à tarde nas OR do Alentejo e Setúbal. No primeiro, Afiif Safieh, da Fatah – depois de Carlos Almeida, da SI do PCP – falou em nome de todos os outros  movimentos nacionais palestinianos presentes (FPLP, FDLP e PPP), lembrando que se em 1979 o PCP abriu as portas da Europa Ocidental à causa palestiniana ao convidar o então líder da OLP, Yasser Arafat, essa solidariedade é hoje mais importante face à tentativa dos sionistas de liquidar os palestinianos e sabotarem qualquer possibilidade de paz. No segundo caso, a luta do povo saarauí foi o tema, com Ali Salem, membro da UJSARIO,  e Filipe Ferreira, da SI do PCP, a alertarem para a brutal repressão marroquina e para a urgência da solidariedade. A situação e bravura dos presos saarauís e dos presos palestinianos, bem como a exigência da sua libertação, estava, aliás, em destaque no Espaço Internacional.
A solidariedade teve ainda outros dois momentos, já no domingo. Na OR de Braga, de manhã, com o povo colombiano, tendo Huber Ballasteros e Nelson Restrepo, do PC Colombiano e da Marcha Patriótica, assinalado a importância dos acordos de paz entre governo e as FARC-EP, e sinalizado os desafios que se colocam na construção de uma paz justa, isto depois de Cristina Cardoso, da SI do PCP, usar da palavra.
À tarde, na OR de Lisboa, Luís Carapinha contextualizou a situação na Ucrânia. Em seguida, Petro Simonenko, do PC da Ucrânia, explicou que da fascização do país decorre a sua depredação pela oligarquia e pelo imperialismo, e, através da NATO, o acicatar de tensões com a Federação Russa. Simultaneamente prossegue a tentativa de ilegalização do PC da Ucrânia. Tem valido a solidariedade internacionalista, com o PCP na primeira fila, mas também de instituições como as de juristas democratas de Portugal e Internacional, as quais, disseram as suas representantes, denunciam um processo manipulado.

 


Hugo Janeiro