- Edição Nº2284  -  7-9-2017

Espaços Criança, Mulher, Emigração, Imigração
Diversidade que engrandece

Image 23601

A Festa ganhou nas condições de acolhimento, conforto e serviço ao visitante. O Espaço Criança é disso testemunho, com o tapete de relva que veio tornar ainda mais agradável e apelativo aquele que já era um lugar fresco e aprazível, proporcionado pela generosa sombra dos pinheiros.

Naquele que bem poderia chamar-se de «Espaço Família» – tantas eram estas a fruir o espaço com as suas crianças –, voltámos a encontrar a contagiante energia da pequenada e o alvoroço da descoberta. Numa área onde tudo foi pensado para os mais pequenos (bebedouros, torneiras e tanques de lavagem, por exemplo), era vê-las ora a atravessar a ponte de cordas ou a montar o cavalinho de molas, a escorregar no insuflável ou a passar debaixo do túnel. E também – outra novidade que virou atracção muito disputada – no baloiço em forma de cesto, diferente e bem mais simpático porque apto a receber todas as crianças, incluindo as com mobilidade reduzida.

Houve ainda muitas outras experiências e diversões, como o carrossel ou o jornal de parede – no caso o «Girassol», dos Pioneiros de Portugal –, trabalhar o barro ou a fazer fantoches de dedos (dedoche), tocar instrumentos musicais ou experimentar uma aula de yoga. E foram muitas, no anfiteatro, as que se deixaram prender pelas aventuras e magia de histórias contadas ao vivo, pelos momentos musicais e de representação teatral.

Image 23602


À esquerda de quem subia a avenida que tem hoje como referente no seu topo a roda gigante, sensivelmente a meio, fácil era identificar o Pavilhão da Mulher, com a sua parede virada ao Palco 25 de Abril coberta a toda a largura pela inscrição a letras garrafais «Cumprir os direitos das mulheres, igualdade na vida, Portugal mais justo e soberano». Mensagens fortes saíam igualmente dos painéis de três exposições onde eram lembrados marcos como a passagem dos 10 anos da Lei da IVG, a luta unitária das mulheres pela igualdade na lei e na vida, ou o papel do PCP na luta pela emancipação das mulheres. A esplanada do «Bar da Igualdade» acolheu dois debates e foi palco de animação de rua.

Image 23599


Animação, muita, não faltou no palanque da esplanada do Pavilhão da Imigração, em sessões contínuas de dança ao ritmo de sonoridades oriundas de África e Caraíbas.

Do stand, às horas de refeição, saíam em contínuo pratos de cachupa, pastéis de milho ou essa iguaria da Guiné que é o caldo de mancarra. Muitos foram ainda os que fizeram a prova do «fogo africano», bebida a partir de rum e limão, disponível no bar decorado por uma sugestiva pintura representando a mulher africana.

Image 23600


Animado convívio foi também o que fomos encontrar no Pavilhão da Emigração, hoje, para quem já regressou ou veio apenas de férias, ponto de encontro onde se revê amigos de todas as latitudes e lugares.

«Pelos caminhos do mundo, o caminho de Abril», lia-se na faixa que encimava o stand e respectiva esplanada, onde voltou a marcar presença a muito apreciada «Sangria do Quim», criação do ex-dirigente sindical na Suíça Joaquim Fernandes, camarada que com os seus 91 anos encontrámos de novo a servir no bar.



João Chasqueira