CP e Finanças atrasam EMEF

A CP, dona da EMEF, conseguiu admitir sete trabalhadores necessários nas oficinas no Entroncamento, para reparar material da Fertagus, mas não consegue admitir 10 trabalhadores que fazem falta para reparação de material circulante da própria CP, em Santa Apolónia.

Este facto «curioso» levou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) a questionar se «o Ministério das Finanças é rápido a autorizar trabalhadores para servir as empresas privadas, e lento quando se trata de solucionar problemas de empresas públicas».

Nessa manhã, uma delegação de representantes do Sindicato dos Ferroviários e da Comissão de Trabalhadores da EMEF foi à Presidência do Conselho de Ministros para voltar a exigir uma resposta célere à exigência de reintegração de 10 trabalhadores com vínculos precários que foram despedidos, apesar de estarem a ocupar postos de trabalho permanentes. Alguns destes trabalhadores integraram a delegação.

A federação refere que a administração e a tutela reconhecem que aqueles trabalhadores fazem falta, mas os pedidos de admissão aguardam autorização do Ministério das Finanças. O mesmo sucede com uma solicitação anterior, para contratação de 50 pessoas.

Outros protestos recentes pelo futuro da EMEF tiveram lugar a 20 de Julho, também na PCM, e no dia 27, nos ministérios das Finanças e do Planeamento e Infra-estruturas. Em Junho tinha já ocorrido uma semana de luta.

 



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