Desarmamento nuclear exigido em Almada

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O magnífico espaço do Jardim do Rio, em Almada, acolheu no domingo, 6, uma acção evocativa dos bombardeamentos nucleares de Hiroxima e Nagasáqui, promovida pelo Movimento Municípios pela Paz, a Câmara Municipal de Almada e o CPPC. A iniciativa constou de actividades lúdico-pedagógicas para crianças e jovens, para quem foi também instalado um insuflável, uma oficina de arte urbana e a inauguração de um mural de grandes dimensões alusivo ao tema da autoria do Colectivo Aleutas, grupo de artistas urbanos do concelho.

Junto ao mural colectivo resultante da oficina, onde se lia «Queremos Paz», os presidentes das três estruturas envolvidas nas iniciativas – Câmara Municipal de Almada, Câmara Municipal do Seixal (coordenadora do Movimento Municípios pela Paz) e CPPC – realçaram, nas suas intervenções, a urgência de ampliar a acção pela paz e o desarmamento, em particular – mas não só! – junto das novas gerações.

O autarca do Seixal, Joaquim Santos, reafirmou o empenho do município na dinamização do movimento nascido há um ano no seu concelho, ao passo que Joaquim Judas, de Almada, realçou a necessidade de aliar as questões da paz à realidade quotidiana das populações, pois a paz «diz respeito a todos».

Já Ilda Figueiredo, dirigente do CPPC, alertou para os riscos inerentes à actual situação internacional, marcada por uma grande tensão militar e pela corrida aos armamentos, e denunciou a dimensão, potência e proliferação dos actuais arsenais nucleares, infinitamente superiores aos de 1945. Garantiu, ainda, que ao acto que ali teve lugar somavam-se nesse mesmo momento muitos outros, em todo o mundo, pela mesma exigência central: o desarmamento nuclear geral e controlado, como a Constituição consagra.

 



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