Solidariedade no Vietname com vítimas do «agente laranja»

Mais de cinco mil pessoas participaram, na cidade de Ho Chi Minh, duma caminhada solidária a favor das vítimas do «agente laranja», um desfoliante químico utilizado pelos Estados Unidos durante a guerra no Vietname.

A marcha começou no parque de Dam, no centro da antiga Saigão, no Sul, a cidade mais populosa do país. Patrocinou a iniciativa a delegação municipal da Cruz Vermelha, no quadro do apoio aos milhares de pessoas, ou aos seus descendentes, que sofrem ainda hoje os efeitos do «agente laranja». No ano passado, informa de Hanói a Prensa Latina, o evento propiciou a recolha de mais de 57 mil dólares e a compra de cerca de 340 cadeiras de rodas.

Com iguais propósitos, realizou-se na cidade de Da Nang, na região central do país, a 5.ª edição da maratona internacional Manulife, a maior do Vietname, com a participação de milhares de corredores.

Entre 1961 e 1971, para arrasar as florestas por onde circulavam os combatentes vietnamitas, a aviação norte-americana lançou sobre o território do Vietname 80 milhões de litros de um herbicida à base de dioxina, uma substância altamente tóxica.

Mais de quatro milhões e 800 mil pessoas foram expostas ao chamado «agente laranja», das quais três milhões foram afectadas em diferentes graus. Mais de meio milhão de crianças nasceram e ainda nascem com defeitos congénitos.

Foi a guerra química mais longa e de consequências mais destrutivas na história da humanidade. Os Estados Unidos nunca pediram desculpas ao Vietname, apesar de Washington se arvorar, até hoje, como campeão das campanhas contra o uso desse tipo de armas.

Apesar de todos os crimes cometidos pelas forças norte-americanas no Vietname, Laos e Camboja, os Estados Unidos perderam a guerra e a vitória militar dos vietnamitas, em 1975, permitiu a reunificação da pátria de Ho Chi Minh e a reconstrução do país.

O povo do Vietname continua a trilhar hoje, em paz, o caminho do desenvolvimento e do progresso social.




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