Uma das orientações é lutar por salários base de 600 euros
Congresso da Federação dos Têxteis afinou estratégia e objectivos de acção

TÊXTEIS «Aumentar a Sindicalização! Lutar por Melhores Salários! Defender os CCT e os Direitos Laborais!» foram as linhas guia do 13º Congresso da Fesete, que se realizou na passada sexta-feira, dia 6 de Julho.

O Congresso que decorreu na Casa Sindical do Porto, contou com a participação de cerca de uma centena de delegados de todos os sindicatos do país dos sectores têxtil, lanifícios, vestuário e calçado, de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN e Graciete Cruz da sua Comissão Executiva, entre outros convidados e representantes de diversas estruturas intermédias da CGTP, bem como de federações de outros sectores.

Além da apreciação da actividade da Federação no quadriénio que agora termina, foram também aprovados o Programa de Acção para os anos de 2017 a 2021, bem como a Resolução Político-Sindical para o mesmo período. A questão salarial, presente em praticamente todas as intervenções proferidas no decorrer dos trabalhos, assume particular importância em sectores de actividade nos quais, tal como ali foi caracterizado, o salário ilíquido médio dum operário qualificado é de 585 euros. Neste sentido, uma das orientações da Resolução aprovada é lutar por salários base de 600 euros já para 2018, e a actualização anual do Salário Mínimo Nacional.

O Congresso elegeu os dezoito dirigentes nacionais para o próximo quadriénio. Isabel Tavares, em nome da Direcção Nacional da Fesete que agora inicia funções, sublinhou o compromisso de prosseguir a luta, designadamente em torno de melhores remunerações e da defesa da contratação colectiva. Neste particular afirmou que a caducidade das contratações colectivas e o fim do tratamento mais favorável na legislação laboral «infligiu um sério atentado ao direito constitucional», pelo que «é incompreensível que o PS tenha votado contra» uma iniciativa legislativa [do PCP] que defendia a contratação colectiva.

Na intervenção de encerramento, Arménio Carlos salientou a importante discussão ocorrida, bem como a «excelente caracterização do sector» constante dos documentos aprovados. O secretário-geral da CGTP-IN sublinhou ainda a importância daquele Congresso, designadamente para a «unidade e coesão do movimento sindical», nomeadamente porque a superação das diferenças de opinião que possam existir reside no facto de que «aquilo que nos une é incomparavelmente superior àquilo que eventualmente nos pode dividir».

«Saibamos continuar neste projecto, que é o projecto unitário da CGTP-IN», concluiu.




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