Valoriza-se a inversão no rumo de cortes imposto pelo governo PSD/CDS
Determinação do PCP garantiu aumento extraordinário das pensões

CAMPANHA A partir de Agosto, reformados e pensionistas vão receber um aumento extraordinário, recorda-se num folheto que o Partido está a distribuir, lembrando que vale a pena lutar.

No documento que está a ser entregue preferencialmente a reformados, pensionistas e idosos, até meados do próximo mês de Agosto, recorda-se que tal conquista só foi possível graças à determinação do PCP.

O aumento fica aquém daquilo que o Partido propôs aquando da discussão do último Orçamento do Estado: 10 euros por pensão e não por pensionista, a serem pagos a partir de Janeiro de 2017 em vez de Agosto, independentemente da actualização que entrou em vigor no início deste ano.

Aliás, no folheto sublinha-se que «em Janeiro de 2017 as pensões até 842,64 euros foram actualizadas em 0,5 por cento. Um aumento manifestamente insuficiente, não só face ao poder de compra perdido pelos reformados e pensionistas entre 2011 e 2015, mas também porque em 2016 só as pensões até 628,83 euros foram actualizadas em apenas 0,4 por cento».

Contudo, valoriza-se o facto de o aumento representar uma inversão no rumo de cortes imposto pelo anterior governo PSD/CDS, traduzindo-se em dois planos:

  • «Os pensionistas que viram as suas pensões congeladas entre 2011 e 2015 passarão a ter um aumento mensal de dez euros no valor das suas pensões;

  • Os pensionistas que recebam pelo menos uma pensão que tenha sido actualizada entre 2011 e 2015, passarão a ter um aumento mensal de 6 euros».

Ir mais longe
«O PCP tem defendido e lutado pela actualização anual das reformas e pensões, com vista à reposição do poder de compra perdido, entre 2011 e 2015, pelos pensionistas que durante toda a sua vida descontaram para a Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações». Nesse sentido, realça-se no referido texto a importância de proceder ao aumento real das reformas e pensões, considerando tal medida «um instrumento fundamental para o combate à pobreza entre os idosos, para garantir a sua autonomia económica e social e para valorizar os descontos e as carreiras contributivas», acrescenta o Partido, para quem «as regras de actualização anual das pensões são responsáveis pelo congelamento das reformas dos pensionistas que, em 2016, recebiam pensões superiores a 628,83 euros e dos que, em 2017, receberam pensões superiores a 842,64 euros».

No quadro da política patriótica e de esquerda que urge implementar em benefício do povo e do País, o PCP reitera, ainda, a necessidade de criar mais emprego e valorizar os salários porque tal significa o aumento das receitas da Segurança Social; de «assegurar um afectivo combate à fraude e evasão contributiva, encontrar soluções eficazes para recuperar as avultadas dívidas à segurança Social, bem como promover a ampliação das suas fontes de financiamento»; de «melhorar as condições de acesso à reforma, incluindo a garantia de que os trabalhadores com 40 e mais anos de descontos o possam fazer sem penalizações», e de «fixar a idade legal de reforma aos 65 anos».




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