Ferreira Soares e Alex são heróis que o Partido não esquece

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O PCP homenageou no dia 4, respectivamente em Nogueira da Regedoura e Bucelas, dois mártires da luta antifascista assassinados pelas forças da repressão: António Ferreira Soares e Alfredo Dinis (Alex). A homenagem ao médico de Espinho que há 75 anos tombou varado por rajadas de metralhadora na casa onde, de forma clandestina e gratuita, prestava apoio clínico à população mais carenciada realizou-se junto ao local onde se encontra sepultado, na localidade de Nogueira da Regedoura, concelho de Santa Maria da Feira.

Promovida pela Organização Regional de Aveiro do PCP, a evocação contou com a presença do Secretário-geral, Jerónimo de Sousa, que lembrou Ferreira Soares como «homem profundamente humano» e militante comunista corajoso e dedicado à «luta do nosso povo pela liberdade e a democracia, pela sociedade nova, livre da exploração e da opressão». A realização de tal homenagem justifica-se, como sublinhou o dirigente comunista, pelo facto de o PCP honrar e não esquecer nem deixar esquecer os seus lutadores e mártires. No caso de Ferreira Soares, urge lembrar para sempre a «admirável dimensão fraterna e solidária de Ferreira Soares – o médico dos pobres, como era conhecido entre o povo –, sempre pronto e disponível para acudir a quem precisasse, fosse a que horas fosse e tivesse ou não tivesse dinheiro para pagar a consulta».

Na evocação, participaram ainda Filipe Moreira, da Direcção da Organização Regional do Partido, e Jorge Soares, em representação da família do homenageado. A homenagem terminou com a deposição de uma coroa de flores na campa de António Ferreira Soares, tal como sucede anualmente desde há décadas.

No mesmo dia, mas na estrada de Bucelas, junto ao memorial de Alfredo Dinis, realizou-se uma homenagem ao jovem operário comunista cobardemente assassinado a tiro pela PIDE quando se dirigia de bicicleta para uma reunião. O director do Avante! e membro da Comissão Política, Manuel Rodrigues, manifestou a convicção de que o Partido, os trabalhadores e a luta popular precisam do contributo, dedicação e esforço «de muitos alex», referindo-se às notáveis capacidades de organizador da luta dos trabalhadores que demonstrou. Esta é, acrescentou, uma condição fundamental para que seja possível «conduzir com êxito e levar cada vez mais longe esse trabalho tão necessário e que permanece como uma prioridade – o trabalho partidário junto das empresas e locais de trabalho, o trabalho de reforço das organizações unitárias de classe».

 



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