• Pedro Guerreiro
    Membro do Secretariado do PCP

O PCP não faz suas as linhas de mentira e manipulação
Solidariedade com a Revolução Bolivariana!

Com a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, dia 30 de Julho (convocada pelo presidente Nicolás Maduro, no respeito pela Constituição venezuelana), recrudesce a violenta acção golpista contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano, as suas instituições e realizações democráticas, a sua soberania e independência, o seu posicionamento solidário e anti-imperialista na América Latina e Caraíbas e no mundo.

Procurando concretizar uma nova fase do plano golpista, os sectores mais reaccionários na Venezuela anunciam a realização de uma farsa «plebiscitária» para dia 16 de Julho, pretendendo que esta sirva de «detonador» para o aumento da violência, a paralisação das instituições e da actividade económica do país e a falsa e ilegal proclamação de «instituições» paralelas ao Estado – criando uma situação que anseiam que sirva de pretexto a uma «intervenção estrangeira».

Com o início da campanha eleitoral para a Assembleia Nacional Constituinte, a acção golpista perpetrou o assassinato de um candidato e um sofisticado atentado utilizando uma bomba incendiária contra a Guarda Nacional Bolivariana, atingindo gravemente 10 dos seus efectivos, que defendem a população dos grupos mercenários terroristas.

Trata-se de actos criminosos – cinicamente silenciados, apresentados como «manifestações pacíficas» da denominada «oposição» ou mesmo atribuídos à dita «repressão» das autoridades venezuelanas, nos meios de comunicação social dominantes – que caracterizam a acção terrorista e golpista contra cidadãos, órgãos de soberania, instituições, serviços públicos e actividades económicas na Venezuela.

Uma acção terrorista e golpista que é responsável por brutais agressões e assassinatos, incluindo o incendiar pessoas com combustível, pela violência que causou dezenas de mortos e centenas de feridos; pelo roubo de equipamento militar e bombardeamento do Tribunal Supremo de Justiça e do Ministério do Interior, Justiça e Paz; por sucessivas tentativas de assalto à base militar aérea Francisco de Miranda; pela vandalização do Hospital Materno Infantil Hugo Chávez e de outros serviços públicos de saúde; pela destruição de instituições escolares; pelo incêndio de estações do Metro de Caracas e de múltiplos equipamentos de transporte público; pela sabotagem de instalações eléctricas; pela tentativa de vandalização de sedes de instituições estatais; pela instrumentalização do Parlamento para destituir o presidente, paralisar o seu governo, afrontar a Constituição, atacar o processo bolivariano e as suas realizações, apelar a uma intervenção externa, para acções de provocação como a ocorrida a 5 de Julho.

Internacionalismo coerente

Uma acção golpista que fomenta um metódico boicote económico e bloqueio financeiro, o açambarcamento e a especulação de preços, a premeditada destruição de armazéns de medicamentos e de toneladas de produtos alimentares, a pilhagem de instalações comerciais – muitas das quais pertencendo a emigrantes portugueses há muito radicados na Venezuela, também eles vítimas da operação golpista em curso –, com o objectivo de, numa situação caracterizada por problemas económicos, obstaculizar o acesso a bens essenciais por parte da população e contrariar as medidas adoptadas pelo governo venezuelano que visam dar resposta aos problemas e necessidades do povo venezuelano.

Uma acção terrorista e golpista engendrada e dirigida desde os EUA, que nunca aceitaram o processo de afirmação soberana e sentido progressista e anti-imperialista na Venezuela, que retirou da dominação norte-americana os importantes recursos deste país e os utilizou para assegurar direitos políticos, sociais, económicos e culturais nunca antes alcançados pelo povo venezuelano.

Ao contrário de alguns que se proclamam de esquerda, o PCP não faz suas as linhas de mentira, deturpação e manipulação com que o imperialismo procura denegrir, deslegitimar, isolar, atacar os que lhe resistem e defendem os direitos e soberania dos seus povos. O PCP não branqueia nem se faz cúmplice das operações de desestabilização e de agressão do imperialismo, com o seu rol de morte, sofrimento e destruição.

Por muito que incomode aqueles que de forma abjecta e dissimulada rejubilam com a violência e atrocidade terrorista dos grupos fascistas e anseiam pelo caos na Venezuela, o PCP – coerente com os seus princípios patrióticos e internacionalistas – continuará solidário com a Revolução bolivariana, com o presidente Nicolás Maduro, com as forças revolucionárias, progressistas, democráticas, patrióticas que na Venezuela defendam e lutem pelos direitos, os interesses, as aspirações, pela soberania do povo venezuelano e a independência da sua pátria.

 



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