Conferência internacional sem acordo sobre Chipre

Mais uma ronda de negociações internacionais com o objectivo de pôr fim à divisão de Chipre terminou sem resultados. O secretário-geral das Nações Unidas anunciou no dia 7 o fracasso das conversações, que decorreram em Crans-Montana, na Suíça.

António Guterres tentou em vão, nos últimos dias, pressionar o presidente turco-cipriota, Mustafa Akinci, e o seu homólogo grego-cipriota, Nikos Anastasiades, a chegarem a acordo, após mais de dois anos de negociações.

Têm participado no processo, além dos dois líderes cipriotas, o conselheiro especial da ONU para Chipre, Espen Barth Eide, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Grécia e Grã-Bretanha, Mevlut Cavusoglu, Nikos Kodzias e Boris Johnson, a alta representante para Assuntos Externos da União Europeia, Federica Mogherini, e o vice-presidente da Comisão Europeia, Frans Timmermans.

Em Julho de 1974, tropas turcas invadiram a parte Norte de Chipre, ocupando 37 por cento do território, travando assim a intenção de unir Chipre à Grécia. Em 1983, no território sob domínio turco, foi proclamada a República Turca do Norte de Chipre, só reconhecida por Ankara.

As negociações sobre a reunificação de Chipre, que decorrem já há quase quatro décadas, foram retomadas em Fevereiro de 2014, após dois anos de intervalo.

Têm sido discutidos temas como segurança, governo e separação de poderes, território e propriedade.

Um dos principais obstáculos nas conversações é a retirada das tropas turcas da ilha mediterrânica, a que se opõe a Turquia e a República Turca do Norte de Chipre. Outro escolho é a exigência do fim do chamado «sistema de garantias», que reserva à Grã-Bretanha, Grécia e Turquia o direito de intervir nos assuntos internos de Chipre – o que para Nicósia e Atenas reduz a soberania cipriota e constitui um anacronismo.




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