Parlamento Europeu aprova acordo de cooperação entre UE e Cuba

O Parlamento Europeu aprovou, dia 5, o acordo de diálogo político e cooperação entre a União Europeia e Cuba, com 567 votos a favor, 65 contra e 31 abstenções.

Em comunicado, os deputados do PCP no saudaram «os recentes avanços alcançados nas relações entre a UE e Cuba, que resultaram na revogação da Posição Comum de 1996».

Os deputados do PCP salientam que «respeitam a decisão soberana do povo de Cuba de celebração do presente Acordo de Diálogo Político e Cooperação», o qual mereceu o seu voto favorável. Todavia, consideram que tal decisão foi «desrespeitada e manchada» na resolução aprovada na mesma ocasião.

Os deputados do PCP «rejeitam em absoluto a visão hoje aprovada numa resolução com a ajuda da direita e de determinados sectores da social-democracia, que não representa aquela que foi a discussão entre a UE e Cuba.

«Estes sectores do PE continuam presos a uma posição revanchista, autoritária, neocolonialista, de profundo desrespeito pela soberania do povo cubano e das escolhas e caminhos que livremente este tomou.

«Esta resolução procura omitir o criminoso bloqueio a que Cuba está sujeita há quase seis décadas, nega a ocupação ilegal de Guantánamo, palco de atrozes violações de direitos humanos, e desvaloriza ainda o papel de Cuba no Processo de Negociação do Acordo de Paz na Colômbia. Foram ainda introduzidos na resolução elementos que são exigidos em Tratados de Livre Comércio, que este acordo não é.

Os deputados do PCP «rejeitam toda e qualquer interferência e ingerência nos assuntos internos de Cuba, que têm como único objectivo o derrube de um projecto transformador da sociedade que alcançou elevados níveis e padrões de desenvolvimento social, cultural, tecnológico, a que se soma a reconhecida expressão de solidariedade internacional».



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