Aconteu
Emprego criado vai de mal a pior

Precariedade e baixos salários são as marcas mais salientes dos empregos criados em Portugal desde 2013 em resultado da crise iniciada em 2008 e das alterações à legislação laboral introduzidas pelo governo PSD/CDS, atestam os dados de um estudo elaborado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Observatório Sobre Crises e Alternativas.

«No novo emprego, os contratos permanentes são apenas um terço, ao contrário do passado, em que os contratos permanentes eram dominantes. A esmagadora maioria dos novos contratos são de ramos dos serviços e a remuneração média dos novos contratos está muito próxima do salário mínimo nacional, entre 2013 e 2017. A remuneração média dos contratos permanentes tem vindo também a baixar e a aproximar-se dos novos tipos de contratos, que contemplam uma miríade de formas de trabalho, de baixa duração, em permanente rotação, afirmou o investigador João Ramos de Almeida na apresentação das conclusões no parlamento.


Limiar da pobreza subestimado em Portugal

O rendimento de 439 euros mensais, actualmente definido como limiar da pobreza em Portugal, está claramente subestimado, segundo um estudo realizado em parceria entre universidade e a Rede Europeia Antipobreza.

A investigação, intitulada «Rendimento Adequado em Portugal – Quanto é necessário para uma pessoa viver com dignidade em Portugal?», conclui um individuo em idade activa, ou seja dos 18 aos 64 anos, precisa de pelo menos 783 euros para viver com dignidade, enquanto um casal em idade activa, o valor deveria subir para os 1299 euros.

Uma família monoparental com um filho menor de idade precisa de 1374 euros mensais, enquanto um casal de indivíduos em idade activa com um filho menor de idade (12 anos) necessitaria por mês de 1796 euros.

O estudo, apresentado dia 4, demonstra que «há uma clara subestimação dos valores da pobreza» e também dos «valores fixados do salário mínimo, dos mínimos sociais da proteção social».


Feira do livro bateu recorde de visitantes

Mais de meio milhão de pessoas visitaram 87.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, realizada nas duas primeiras semanas de Junho, segundo revela uma balanço divulgado, dia 7, pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que organiza o evento.

Durante a feira foram vendidos cerca de 400 mil livros, num valor estimado em mais de quatro milhões de euros.

A APEL refere ainda elevados níveis de satisfação por parte dos visitantes. De acordo com um estudo de opinião «mais de metade dos entrevistados consideram que o certame está cada vez melhor e 86 por cento faz questão de recomendar uma ida àquele que já é o maior evento literário do País».


Salas de cinema recuperam público

As salas de cinema portuguesas tiveram um aumento de um milhão de espectadores, no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de 2016, revelou, dia 7, o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

De acordo com os dados do ICA, 7,9 milhões de espectadores passaram pelas salas de cinema. As receitas de bilheteira tiveram um aumento de 5,9 milhões de euros para um total de 41,3 milhões de euros.

Em comunicado, o ICA sublinha que o mercado cinematográfico português está em crescimento e refere a estreia comercial de 22 longas-metragens portuguesas naquele período. O filme português mais visto foi «Jacinta», de Jorge Paixão da Costa, com 45 200 espectadores.


Selecção de judo ganha ouro e bronze na Polónia

Portugal fechou a participação na Taça da Europa de Juniores – Gdynia 2017 no 6.º lugar (entre 18 países), conquistando uma medalha de ouro (Patrícia Sampaio) e duas de bronze (Felipe Cruz e João Fernando).

A prova decorreu nos dias 8 e 9, no Gdynia Arena, Polónia, fazendo parte da «IJF World Junior Tour» e contando para o Ranking Mundial de Juniores, da Federação Internacional de Judo.

Nos tapetes estiveram 335 atletas (206 masculinos e 129 femininos), em representação de 18 países. A selecção portuguesa participou na competição com 12 atletas.


Folclore de Viana vence festival na Lituânia

O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA), de Viana do Castelo, venceu o Grande Prémio da VII edição do International Folk Contest-Festival «Flower of the Sun' 2017», realizado entre os dias 3 e 6, na cidade lituana de Siauliai.

No certame participaram 37 grupos, envolvendo mais de 700 artistas, em representação do Brasil, Estados Unidos da América, Polónia, Finlândia, Letónia, Portugal, Ucrânia, Turquia, Rússia, Índia, Eslováquia e Lituânia.

O Grupo Etnográfico de Areosa, com 51 anos de existência, conquistou igualmente os prémios de melhor grupo de música instrumental e o de melhor grupo de dança folclórica tradicional.



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