Aconteu
EDP investigada por suspeita de corrupção

O Ministério Público (MP) confirmou, dia 2, que foram constituídos arguidos responsáveis da EDP, no âmbito de um inquérito sobre crimes de corrupção.
Além dos presidentes da EDP e da EDP Renováveis, António Mexia e João Manso Neto, respectivamente, foram constituídos arguidos o administrador da REN e antigo consultor do ex-ministro Manuel Pinho, João Faria Conceição, e Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas.
Segundo a nota do MP estão «em causa factos suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção activa, corrupção passiva e participação económica em negócio».
Por seu turno, a administração da EDP revelou que «a investigação teve origem numa denúncia anónima» e está relacionada com as condições dos CMEC (Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual), mecanismo introduzido em 2005, quando António Mexia era ministro das Obras Públicas do governo do PSD/CDS-PP, que proporciona anualmente à EDP centenas de milhões de euros de renda fixa.


Salário mínimo abrange 23% dos trabalhadores

O número de trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional (SMN) aumentou para os 730 mil em Março último, representando 22,9 por cento do total, mais 2,2 pontos percentuais.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, o SMN abrange agora mais 88,9 mil pessoas, ou seja, crescimento homólogo de 13,9 por cento.
Segundo o quinto relatório de acompanhamento da remuneração mínima mensal garantida, apresentado pelo Governo dia 1, mais de 40 por cento dos contratos iniciados entre Janeiro e Março (40,7%) «tiveram remuneração base mensal igual à remuneração mínima mensal garantida, o que representa um aumento de aproximadamente 3,4 pontos percentuais face à proporção observada no primeiro trimestre de 2016».
O documento indica ainda que os trabalhadores que auferem esta remuneração são sobretudo mulheres (53,7% do total), têm entre 35 a 44 anos (27,5% do total) ou entre 45 a 54 anos (25,4% do total) e completaram apenas o Ensino Básico de escolaridade (70,4% do total).
Por sectores de actividade concentravam-se predominantemente nas indústrias transformadoras (21,6%), no comércio por grosso e a retalho, na reparação de veículos automóveis e motociclos (20,9%).


Feira do Livro abre com mais espaço e editores

A 87.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, inaugurada dia 1, conta com mais pavilhões, mais editoras e mais restaurantes, que a tornam a maior feira do livro de sempre em Portugal.
Aberta ao público até dia 18, a feira conta um total de 122 editoras presentes e um número recorde de 286 pavilhões.
Segundo declarou o secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Bruno Pacheco, na apresentação do certame, há mais oito pavilhões do que na edição de 2016, e entre chancelas e editoras temos este ano 602 marcas editoriais participantes, quando no ano passado foram 586». A APEL espera este ano chegar ao meio milhão de visitantes, ultrapassando os 480 mil registados no ano anterior.


Faleceu o poeta Armando Silva Carvalho

Armando Silva Carvalho, um dos mais importantes poetas portugueses contemporâneos, faleceu, dia 1, aos 79 anos, na sequência de um cancro nos pulmões.
Nascido em 1938, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, foi professor do Ensino Secundário, acabando por se dedicar à publicidade após ter sido impedido de trabalhar na função pública por razões políticas.
Estreou-se na poesia em 1962, com «Lírica Consumível», que lhe valeu o Prémio Revelação da então Sociedade Portuguesa de Escritores.
Em 1995 foi distinguido com o Prémio Pen Clube por «Canis Dei», com o Prémio Luís Miguel Nava, em 2000, por «Lisboas» e com Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2008, pelo livro «O Amante Japonês».
Desde os anos 60 que colaborou em vários jornais e revistas (Diário de Lisboa, Jornal de Letras, O Diário, Poemas Livres ou Colóquio-Letras, entre outras).
Como tradutor verteu para a nossa língua autores como Samuel Beckett, Marguerite Duras, Andrei Andreevich Voznesensky, Jean Genet, E. E. Cummings ou Stéphane Mallarmé.


Imóveis da CUF vão ser classificados

A Direcção-Geral do Património Cultural iniciou o procedimento de classificação de um conjunto de imóveis ligados à actividade da antiga Companhia União Fabril (CUF), no Barreiro.
Segundo o anúncio publicado, dia 5, em Diário da República, estão abrangidos a Casa Museu Alfredo da Silva e o Mausoléu do fundador da CUF, o antigo posto da GNR, o Museu Industrial e Centro de Documentação, o Bairro Operário de Santa Bárbara e vários edifícios industriais.
A CM Barreiro indicou entretanto que pretende incluir no processo de classificação as antigas chaminés.



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