- Edição Nº2268  -  18-5-2017

Exigência de dissolução da NATO
nas ruas de Lisboa e do Porto a 24 e 25

PAZ Lisboa e Porto serão palco, a 24 e 25 de Maio, de dois actos públicos em defesa da paz e contra a NATO e os objectivos da sua cimeira de Bruxelas, promovidos por várias organizações, entre as quais o CPPC.

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As organizações promotoras das iniciativas emitiram um manifesto, intitulado «Sim à Paz! Não à NATO! – Em defesa da paz e da segurança no mundo! Não aos objectivos belicistas da Cimeira da NATO de Bruxelas!», em que explicam os motivos e as exigências que estão na base da convocação das acções de Lisboa e do Porto, bem como de muitas outras, que terão lugar um pouco por todo o País. Entre as organizações promotoras estão, para além do CPPC, a CGTP-IN e outras estruturas sindicais, o MDM e o MPPM, entre outras.
No manifesto denuncia-se a NATO como um «bloco político-militar responsável por guerras de agressão contra estados soberanos e seu imenso legado de morte, sofrimento e destruição, incluindo o drama de dezenas de milhões de deslocados e refugiados». As intervenções militares, abertas ou encapotadas, em países da Europa, do Médio Oriente, de África e da Ásia Central também são recordadas.
O texto realça ainda, como particularmente graves, o aumento das despesas militares dos países da NATO (e em especial dos EUA), que são já responsáveis pela maioria dos gastos militares ao nível mundial, e a corrida aos cada vez mais sofisticados armamentos, incluindo armas nucleares, que promovem.

Exigências de paz

Apesar dos perigos existentes, a guerra «não é inevitável», garantem as organizações, acrescentando que «as forças da paz, os trabalhadores e os povos têm uma palavra a dizer». Em seguida, realçam que a paz e a segurança só poderão ser efectivamente asseguradas percorrendo o caminho consagrado na Constituição da República Portuguesa, ou seja, o do desarmamento, da dissolução dos blocos político-militares, da abolição de qualquer forma de agressão, domínio e exploração, do respeito pela soberania e independência dos estados e da resolução pacífica dos conflitos.
Batendo-se pelos princípios constitucionais, as organizações exigem o fim das agressões e ocupações da NATO; o fim da chantagem, da desestabilização e das guerras de agressão contra estados soberanos e os direitos dos povos; o apoio aos deslocados e refugiados; o desmantelamento do sistema anti-míssil dos EUA/NATO e o encerramento das bases militares em território estrangeiro; a abolição das armas nucleares e de destruição massiva; a dissolução da NATO.
Em Lisboa, o acto público realiza-se no dia 24 às 18 horas, na Praça Luís de Camões, com desfile até ao Rossio; no Porto é no dia seguinte à mesma hora na Rua de Santa Catarina, junto ao Via Catarina.