Breves
Bolseiros da FCT

O processo de cancelamento expedito da bolsa a bolseiros da Fundação para a Ciência e Tecnologia, por esta «inopinadamente desencadeado, a pretexto de alegadas violações do regime de dedicação exclusiva», constitui um «efectivo despedimento de trabalhadores científicos» e é «incompatível com as disposições aplicáveis» do Estatuto do Bolseiro de Investigação, comentou a direcção da Organização dos Trabalhadores Científicos.
Tal processo, além do mais, «coincide no tempo com iniciativas em curso no Parlamento e também com afirmações repetidas do poder central no sentido de pôr em prática medidas que efectivamente combatam a chaga da precariedade dos vínculos laborais», afirma a OTC, numa nota publicada dia 8.


Razão aos municípios

A CM do Seixal informou, dia 5, que o Tribunal de Comércio de Lisboa deu razão aos municípios accionistas da Amarsul, declarando nula a deliberação que, na Assembleia Geral desta, a 9 de Julho de 2015, foi aprovada com os votos da privatizada Empresa Geral do Fomento (EGF, detentora de 51% do capital social da Amarsul). Comprova-se que a EGF «não conduziu o processo da melhor maneira» disse Joaquim Tavares, vereador do PCP, à agência Lusa, reafirmando que, «com vontade política, é possível inverter o processo» de privatização.


Mais vale um da CDU

A intervenção do eleito da CDU na Assembleia da União das Freguesias de Assafarge e Antanhol (Coimbra) impediu o bloqueamento dos órgãos autárquicos. «Tal como na tomada de posse, em que seis elementos da lista do PSD renunciaram ao mandato, desrespeitando a lista apresentada aos eleitores e desvirtuando a exigência legal da paridade entre homens e mulheres, também agora o PS apresentou 10 renúncias para substituir elementos», explicou a coligação PCP-PEV, no dia 1. A Mesa demitiu-se, PSD e PS recusaram-se a fazer propostas para a sua reconstituição, mas o eleito da CDU disponibilizou-se para assumir o cargo de presidente. Após demorado debate, as outras duas forças indicaram os dois secretários.