A luta pelo socialismo dá claro sentido à luta pela democracia
PCP reafirma objectivo do socialismo nas comemorações do centenário de Outubro
REVOLUÇÃO As comemorações do centenário da Revolução de Outubro promovidas pelo PCP centram-se na afirmação do socialismo como exigência da actualidade e do futuro, como indica o próprio lema.

Nas iniciativas comemorativas deste centenário está a ser distribuído um folheto contendo as principais linhas políticas e ideológicas do PCP face a este acontecimento e suas consequências planetárias, à natureza e crise do capitalismo e ao seu projecto de socialismo para Portugal. Numa página do desdobrável unicamente dedicada a este último assunto realça-se que «a luta pela democracia e pelo socialismo são inseparáveis. As grandes batalhas libertadoras preparam-se na luta quotidiana por objectivos concretos e imediatos. A luta pelo socialismo não contraria, antes dá mais claro sentido à luta presente pela democracia e pela independência nacional». São estes princípios que presidem ao Programa do PCP de «Democracia Avançada – Os Valores de Abril no Futuro de Portugal», parte integrante da luta pelo socialismo e o comunismo.

Citando Álvaro Cunhal, em O Partido com Paredes de Vidro, descreve-se o ideal dos comunistas portugueses como a «libertação dos trabalhadores portugueses e do povo português de todas as formas de exploração e opressão. É a liberdade de pensar, de escrever, de afirmar, de criar. É o direito à verdade. É colocar os principais meios de produção, não ao serviço do enriquecimento de alguns poucos para a miséria de muitos mas ao serviço do nosso povo e da nossa pátria. É erradicar a fome, a miséria e o desemprego. (…) É afirmar a independência nacional na defesa intransigente da integridade territorial, da soberania, da segurança e da paz e no direito do povo português a decidir do seu destino. É a construção em Portugal de uma sociedade socialista correspondendo às particularidades nacionais e aos interesses, às necessidades, às aspirações e à vontade do povo português».

De forma mais geral, o PCP afirma no folheto que «o socialismo faz falta à humanidade», sublinhando que o desaparecimento da URSS «não desvaloriza a primeira experiência de uma sociedade livre da exploração e da opressão do homem pelo homem nem apaga a realidade das grandes realizações e conquistas do povo soviético». Para os comunistas portugueses, «o socialismo faz falta ao mundo» e o presente e o futuro da humanidade não residem na «exploração, opressão, pobreza, injustiça e guerra», que são marcas do capitalismo, mas antes na «realização do sonho milenar do Homem na sua libertação, na paz, no progresso social e na justiça», características do socialismo e do comunismo.

Legado perene

Noutra parte do folheto, cujo esquema acompanha o da exposição que está a percorrer o País, destaca-se o significado profundo da Revolução de Outubro, que confirmou e desenvolveu na prática a perspectiva política e ideológica apontada na obra teórica de Marx e Engels. Ela foi, valoriza-se, a «primeira e única a empreender com êxito a gigantesca tarefa de construir uma sociedade nova em que os recursos, os meios e os instrumentos do Estado e do país são postos ao serviço do povo.

Da Revolução de Outubro e do processo de construção do socialismo que se lhe seguiu o PCP realça a conquista do poder pelos trabalhadores, a construção duradoura de uma sociedade sem exploradores nem explorados, as novas formas de democracia participativa, os avanços científicos e técnicos, o impetuoso desenvolvimento económico e os inéditos direitos sociais. A força e esperança que a Revolução representou para «milhões de trabalhadores em todo o mundo» e a vitória sobre o nazi-fascismo e a luta pela paz foram e são outras das consequências positivas do processo de construção do socialismo na URSS.

A denúncia da natureza do capitalismo, patente no agravamento da pobreza, do desemprego e das desigualdades, na guerra e na exploração, é também destacada no folheto do PCP, onde se reafirma a convicção de que «por mais que apregoem o contrário, o capitalismo “não é o fim da história”». Assim, no prosseguimento da luta pelo ideal e projecto libertador da Revolução de Outubro, o socialismo «impõe-se como exigência da actualidade e do futuro».
 

Próximas iniciativas

A próxima iniciativa central de comemoração do centenário da Revolução de Outubro realiza-se já no dia 28 de Abril às 21h30 na Junta de Freguesia de Miragaia, no Porto: o debate «Democracia e Soberania», no qual intervêm Manuel Rodrigues, Jorge Sarabando e Guilherme da Fonseca.

A 9 de Maio, às 21 horas, no auditório municipal do Fórum Cultural do Seixal, tem lugar a sessão «Pela paz, amizade, cooperação entre os povos», com a presença do Secretário-geral, Jerónimo de Sousa.

Entretanto, continuam abertas as inscrições para a participação no seminário que se realiza a 17 de Junho na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. As inscrições podem ser feitas em revolucaodeoutubro@pcp.pt.




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