Breves
Siemens e Bombardier preparam fusão

O grupo alemão Siemens e o canadiano Bombardier estão em negociações com vista a criar uma empresa conjunta no ramo ferroviário.

Segundo noticiou, dia 11, a agência Reuters, o processo está em fase avançada, embora não tenham sido divulgados detalhes.

A Bombardier é o maior construtor de comboios de passageiros no Ocidente, ao passo que a Siemens, especializada nos comboios de alta velocidade, ocupa o terceiro lugar. Uma fusão entre as duas deverá implicar reduções de pessoal.


Londres fixa prazo aos partidos da Irlanda do Norte

O governo britânico fixou até ao início de Maio o prazo para que os principais partidos formem um governo na Irlanda do Norte, ameaçando em caso contrário convocar novas eleições ou retirar o poder autónomo à região.

Em comunicado divulgado dia 12, o ministro para a Irlanda do Norte, James Brokenshire, exortou os dois partidos mais votados nas eleições de 2 de Março – o Sinn Féin (SF) e o Partido Democrático Unionista (DUP) – a chegarem a um acordo, admitindo a realização de «uma segunda eleição» ou «um regresso a Westminster do poder de decisão», para assegurar a «estabilidade política» no território.


Commerzbank elimina 7800 empregos

O Commerzbank, segundo maior banco alemão, anunciou, no início do mês, um novo plano de reestruturação que prevê a eliminação de 7800 postos de trabalho.

Num documento enviado ao comité de empresa, a entidade revela que os cortes de pessoal afectarão praticamente todas as actividades e funções.

Já em Setembro de 2016 o banco tinha manifestado a intenção de reduzir 9600 postos de trabalho, ou seja 20 por cento dos efectivos, e de suspender o pagamento de dividendos durante o período da reestruturação planeada até 2020.

Em Fevereiro, apesar de ter apresentado resultados positivos, o banco insistiu na necessidade de redução de custos para garantir o aumento da rentabilidade.


Conservadores e nacionalistas formam aliança na Bulgária

O líder dos conservadores búlgaros, Boiko Borissov, fechou, dia 13, um acordo para a formação de um governo em aliança com partidos ditos nacionalistas, que alimentam uma retórica hostil aos estrangeiros e às minorias nacionais.

«Sem acordo com esta formação teriam sido inevitáveis novas eleições», declarou Borissov no parlamento, ao fim de três semanas de negociações que se seguiram às legislativas de 26 de Março.

O partido conservador (GERB) venceu o escrutínio, elegendo 95 deputados, num parlamento com 240 lugares.

Em segundo lugar ficou o Partido Socialista Búlgaro (BSP), com 80 deputados, e em terceiro a aliança nacionalista Patriotas Unidos (PU), com 27 deputados.

Os Patriotas Unidos integram três partidos, entre os quais o ultrarradical Ataka, criado em meados dos anos 2000 sob o lema «A Bulgária aos búlgaros».

O acordo de coligação prevê uma política firme em relação à imigração ilegal proveniente da vizinha Turquia e o aprofundamento da integração na NATO e na União Europeia, algo que os nacionalistas não contestam apesar de defenderem o reforço das relações com a Rússia.

Por exigência dos nacionalistas, o acordo contempla ainda o aumento do salário mínimo dos actuais 230 euros para 325 euros mensais dentro de quatro anos e a pensão mínima de 80 para 100 euros mensais.


Justiça francesa pede levantamento de imunidade a Le Pen

A justiça francesa pediu no final de Março ao Parlamento Europeu o levantamento da imunidade a Marine Le Pen, visada numa investigação sobre «empregos fictícios» de funcionários do partido Frente Nacional como assistentes parlamentares.

A candidata presidencial da extrema-direita recusou, a 10 de Março, comparecer perante o juiz de instrução, tendo na altura invocado imunidade como deputada.

O Parlamento Europeu já sancionou a deputada por ter remunerado indevidamente, como assistente parlamentar, Catherine Griset, então secretária de Le Pen.