Se o trabalho
é permanente,
o vínculo
deve ser efectivo
«Roteiro contra a precariedade»
esta semana percorre distritos

DIREITOS Contra a precariedade laboral e por emprego com direitos, o «roteiro» da CGTP-IN aponta casos de maior abuso nas diferentes regiões, exige medidas e estimula o prosseguimento da luta.

Delineado para todo este primeiro trimestre de 2017, o «roteiro contra a precariedade» ganhou maior expressão com as iniciativas promovidas a nível distrital, desde segunda-feira. A CGTP-IN insiste em que deve existir um vínculo contratual efectivo, desde que o trabalhador esteja a desempenhar funções de carácter permanente – reivindicação principal da campanha que tem em curso há um ano, desde o 13.º Congresso, mantendo esta prioridade até 2020.

Porto, Braga e Setúbal foram os primeiros distritos a partir para esta etapa, no dia 13.
A Norte, ao final da manhã, houve uma concentração junto da loja FNAC, em Vila Nova de Gaia, e durante a tarde realizaram-se acções de distribuição de documentos aos trabalhadores da Coindu e da Tesco, em Famalicão, e da Leonische, em Guimarães.
Na capital do Sado, de manhã, com a participação do Secretário-geral da CGTP-IN, realizou-se uma concentração, na Avenida Luísa Todi, seguida de desfile até ao Largo da Fonte Nova. Mereceu especial realce a exigência de defesa do emprego público, que se deve traduzir na passagem a efectivos dos trabalhadores desempregados com contratos emprego-inserção, que desempenham funções de carácter permanente, no fim dos falsos recibos verdes e no combate ao trabalho temporário e a prazo.
Foi evocada a luta das operárias conserveiras, assinalando o episódio dos «fuzilamentos de Setúbal», a 13 de Março de 1911.

No dia 14, Arménio Carlos esteve em Évora, junto à Tyco, na entrada do primeiro turno, e em seguida integrou-se num percurso em bicicleta, que saiu das Portas de Moura para as empresas Embraer, Kemet, Tyco e Fundição de Évora e o call center da Fidelidade, terminando junto da delegação da Autoridade para as Condições do Trabalho. Dos cerca de três mil trabalhadores daquelas empresas, mais de metade têm vínculos precários, que devem ser efectivos, defendeu a União dos Sindicatos de Évora.
Ainda na terça-feira, foram realizadas iniciativas no Algarve (distribuição de documentos no Centro de Distribuição Postal dos CTT na Guia, no aeroporto de Faro e em hotéis da Praia da Rocha; concentrações no Largo do Carmo, em Faro, junto à MEO-PT e aos CTT, e em Portimão, frente ao IEFP; plenário frente à Fagar, em Faro), em Portalegre (frente à Hutchinson, na zona industrial da cidade) e em Coimbra (acções do sindicato da Hotelaria dirigidas a escolas com refeitórios concessionados e a estabelecimentos de restauração rápida, e do STAL, com enfoque na Câmara Municipal).

Para ontem, estavam agendadas acções sindicais em São João da Madeira, na Marinha Grande, em Peniche, em Leiria, em empresas de Santarém e de Coimbra.

Hoje, no Porto, depois de concentrações na BA Vidro, em Avintes, e no Zoo da Maia, durante a manhã, tem lugar uma concentração na Praça dos Poveiros, às 15 horas, que deverá terminar junto do edifício da Manpower.
Em Coimbra, o dia é dedicado ao trabalho sindical junto dos bolseiros de investigação científica.

Amanhã, dia 17, trabalhadores concentram-se na Covilhã e no Fundão e vão juntar-se a uma terceira concentração, marcada para Castelo Branco, junto ao call center da PT e à Escola Superior de Educação, de onde seguem em cordão humano até aos SMAS, onde se realiza um plenário. A manhã termina com uma acção na zona industrial do Fundão. De tarde, depois de um plenário na Resiestrela (Fundão), a acção sindical prossegue na Covilhã, na têxtil Paulo de Oliveira e no call center da Vodafone, terminando com um momento musical, no Largo 5 de Outubro, às 17 horas.
Em Lisboa, a manhã é preenchida com distribuição de documentos no call center da EDP, no Parque das Nações, e no Hospital de São José, e concentrações na Rauschert (São Domingos de Rana) e na Geberit (ex-Eurocer, no Carregado). Após a hora de almoço, há distribuição de folhetos na OGMA (Alverca) e na BA Vidro (Amadora), uma tribuna pública frente à Câmara Municipal de Lisboa (Praça do Município) e uma concentração na Cobert Telhas (Outeiro da Cabeça, Torres Vedras).

 



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