Greve exige reversão dos cortes na Educação
Educação parou em Espanha
pela escola pública

EDUCAÇÃO Estudantes, pais e professores aderiram massivamente à greve geral na Educação, convocada dia 9, em Espanha, pela Plataforma Estatal pela Escola Pública.

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Quatro anos após a adopção da polémica reforma da Educação, e num momento em que se discute no parlamento um pacto educativo, uma greve promovida por dez organizações de alunos, famílias e pessoal docente e não docente paralisou os diferentes graus de ensino, numa jornada marcada por manifestações em dezenas de cidades de Espanha.

Do pré-escolar às universidades, a greve teve uma adesão de 85 por cento dos alunos e cerca de 65 por cento dos trabalhadores do Ensino, de acordo com dados divulgados pelas respectivas organizações.

Todos exigem a revogação pura e simples da Lei Orgânica para a Melhoria da Qualidade Educativa, a famigerada LOMCE, responsável por cortes de mais de nove mil milhões de euros no financiamento do sistema público, pela redução de mais de 30 mil professores e a eliminação de apoios sociais aos estudantes.

Na Porta do Sol, praça madrilena que tantos protestos tem acolhido nos últimos anos, o Sindicato dos Estudantes lançou duras críticas ao governo de Mariano Rajoy e aos partidos que o sustentam (PSOE e Ciudadanos), por destruírem a Educação e a Saúde.

Segundo explicou Ana Garcia, secretária-geral do Sindicato dos Estudantes, a greve teve como objectivos reverter a política de cortes do governo do Partido Popular e exigir um pacto educativo que contemple as exigências das «famílias que lutam há anos nas ruas».

A dirigente estudantil salientou a necessidade de recuperar as verbas roubadas nos últimos anos à Educação pública, de reintegrar os professores despedidos e criar condições para permitir o regresso de mais de cem mil estudantes que abandonaram os estudos por falta de meios.

«Milhares de jovens, professores e pais, nós dizemos um não rotundo às políticas do PP, ao seu autoritarismo e às privatizações». «O PP não quer nenhum pacto, mas sim continuar a cortar», afirmou Ana Garcia, avisando que os estudantes não aceitarão nenhum acordo entre partidos que possa representar «um retrocesso educativo». E assegurou que este protesto «não será o último».

Em declarações à imprensa, o presidente da Confederação Espanhola de Associações de Pais, Mães e Alunos (CESPA) também deixou claro que a luta é o único caminho: «Não temos nada a esperar deste governo, infelizmente, por isso estamos em greve e na rua».

José Luís Pazos condenou ainda o requerimento do governo ao Tribunal Constitucional para impedir que o Congresso dos Deputados possa aprovar uma iniciativa legislativa para suspender a LOMCE.

 



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