Aconteu
Risco de pobreza
maior para mulheres

O risco de pobreza das mulheres continua a ser maior do que o dos homens, mas a diferença agravou-se acentuadamente nos anos mais recentes.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística a taxa de risco de pobreza nas mulheres subiu para 20 por cento em 2013, atingiu 20,1 por cento em 2014, baixando no ano seguinte para 19,6 por cento, valor que é o mais elevado desde 2004.
Associada a esta realidade, a taxa de desemprego feminino esteve sempre acima da taxa média de desemprego entre 1998 e 2014, à excepção de 2012, quanto foi igual à média (15,5%).
Só em 2015, pela primeira vez neste período de 17 anos, a taxa de desemprego feminino (12,2%) foi inferior à taxa de desemprego total (12,4%).
Na data em que se assinalou o Dia Internacional da Mulher, o gabinete de estatísticas europeias revelou que Portugal é o país da União Europeia com a taxa de fertilidade mais baixa e aquele onde mais diminuiu o número de nascimentos nos últimos 15 anos.


Impostos atingem máximo
de 20 anos

A carga fiscal atingiu em 2015 o valor mais elevado desde 1995, representando 34,4 por cento do produto Interno Bruto (PIB), ou seja, mais 5,4 pontos percentuais do que há 20 anos.
De acordo com os dados publicados, dia 7, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1995, a carga fiscal representava 29 por cento PIB, repartida pelos impostos indiretos (13,2%), impostos directos (8,1%) e contribuições para a Segurança Social (7,7%).
Passadas duas décadas, o peso dos impostos aumentou em todas as categorias: os impostos indirectos representavam 14,5 por cento do PIB, seguindo-se os impostos directos (10,8%) e as contribuições sociais (10,8%).
Entretanto, a estatística do INE revelou que a riqueza nacional regrediu na primeira metade da década, período em que o PIB ficou sempre abaixo dos 179 930 milhões de euros registados em 2010.
Finalmente, no ano passado, o PIB cresceu para 185 mil milhões de euros, ultrapassando em cinco mil milhões de euros o nível alcançado seis anos antes.


Teatro em festa
no Alentejo

O 4.º Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA) arrancou, dia 10, com uma programação que inclui espetáculos de oito companhias teatrais portuguesas e sete estrangeiras.
O FITA, que é «o maior festival de teatro em Portugal em termos de território abrangido e número de estruturas e parcerias envolvidas e espectadores», segundo declarou o director artístico da iniciativa, António Revez.
Organizado pela Companhia de Teatro Lendias d'Encantar, de Beja, a presente edição chega aos concelhos de Campo Maior, Serpa e Aljustrel, continuando a apresentar espectáculos em Beja, Elvas, Portalegre, Grândola e Santiago do Cacém, num total de 30 sessões.


Exposição homenageia
Mário Cesariny

Uma exposição de Mário Cesariny, inaugurada, dia 7, no Centro Cultural de Belém, abriu o programa de iniciativas para assinalar os dez anos da morte do pintor e poeta surrealista, que integram ainda leitura de poesia, concertos, um documentário e a publicação da sua obra escrita.
A exposição antológica «Mário Cesariny: De Cor e Salteado», composta por mais de 30 obras de arte, vai estar patente até 17 de Abril.


«El-Rei Junot» nos 150 anos
de Raul Brandão

A propósito dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão, a editora Guerra e Paz publica o romance «El-Rei Junot», com textos da edição de 1919 do escritor português. A editora informa que o livro estará à venda a partir de 22 de Março, numa edição que inclui, entre outros materiais, a cronologia da primeira invasão francesa a Portugal e apontamentos biográficos dos personagens históricos referidos na obra, que para além de um romance é também uma investigação histórica.

Para os responsáveis pela edição, «El-Rei Junot» é um «relato trágico e opressivo da primeira invasão francesa», que culminou na fuga da corte portuguesa para o Brasil e na ocupação do País por tropas francesas e espanholas: para a Guerra e Paz, esta é não apenas a «história de um dos episódios mais dramáticos de Portugal, narrado por um dos seus melhores escritores» como um «clássico quase esquecido que importa recuperar».



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