Breves
Aeroporto low cost

A propósito do memorando de entendimento entre o Governo e a Vinci/ANA que confirma a instalação de uma extensão do Aeroporto de Lisboa na Base Aérea do Montijo, a Câmara da Moita considera que «não é compreensível», nem «aceitável», que o Executivo PS «decida a instalação de uma infra-estrutura com tão forte impacto no território sem qualquer contacto prévio com os municípios situados na área [densamente povoada] de influência directa deste aeroporto complementar» e «onde existem diversas zonas classificadas de protecção da natureza».

Para esta autarquia existem «motivos legítimos» para a apreensão da população do concelho «face às consequências deste facto na sua qualidade de vida e segurança». Sobre a localização que está agora a ser estudada, a Câmara da Moita considera-a uma «mera instalação de um terminal de passageiros low cost» e que «não se configura com dimensão nem contornos para construir um impacto relevante na economia da nossa região, ao contrário do que aconteceria com a prevista construção do novo aeroporto no Campo de Tiro», em Alcochete.

Em nota de imprensa, a autarquia sublinha que «o facto de a exploração da ANA ter sido dada à empresa francesa Vinci Aiports não pode subordinar as opções do Governo sobre o futuro do Aeroporto de Lisboa, sendo de assinalar que o investimento nas infra-estruturas aeroportuárias é da responsabilidade da ANA».


Terminal portuário

Numa posição conjunta, os presidentes das câmaras municipais de Lisboa, Barreiro e Setúbal defenderam a «instalação de um novo terminal» portuário no Barreiro e o aprofundamento «dos canais de acesso ao porto de Setúbal». No documento apresentado, dia 9, nos Paços do Concelho de Lisboa, os três municípios «assumem como indispensável» a promoção do «crescimento da actividade do porto de Lisboa na Margem Sul do Tejo, desde logo através da instalação de um novo terminal no Barreiro».


Opções erradas

Em conferência de imprensa realizada no dia 3 de Março, a CDU manifestou a sua «oposição» à construção duma incineradora de resíduos sólidos urbanos na ilha de São Miguel e criticou as opções erradas que têm sido levadas até ao momento neste processo.

Segundo os eleitos e activistas da Coligação PCP-PEV, «a construção de uma incineradora poria em causa aspectos tão importantes como a saúde, o ambiente e a economia, constituindo um grave retrocesso na política pública de gestão dos resíduos e na educação ambiental».

Para a CDU a melhor estratégia de gestão dos resíduos sólidos urbanos é aquela que aposta no conceito «Lixo Zero», um modelo baseado em priorizar os dois primeiros passos da hierarquia de gestão de resíduos: reduzir e reutilizar.


Prejuízos imensos

Vinte e dois anos depois de ter privatizado a água no concelho de Mafra, a Câmara Municipal, reconhecendo os enormes prejuízos para a população e para o município, deliberou, por unanimidade, accionar o resgate do contrato de concessão com a chinesa BEWATER, SA. Em comunicado divulgado no dia 6, a CDU regozija-se por tal decisão, que veio, finalmente, reconhecer que «tínhamos razão ao votar contra a privatização».


Encontro Regional

No dia 4 de Março, realizou-se, na Escola Secundária Jaime Cortesão, o IX Encontro Regional de Coimbra da JCP, um importante momento de reflexão e discussão sobre os problemas que afectam os jovens. Naquela iniciativa, que contou com a presença de João Frazão, da Comissão Política do PCP, foi também aprovada uma nova Comissão Regional, bem como as linhas de trabalho para a intervenção e o reforço da JCP na região.


Protesto na cantina

Os estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e humanas da Universidade Nova de Lisboa manifestaram-se, no dia 8, na Cantina, contra o recente aumento do preço do prato social adjacente aos serviços da Acção Social Escolar. O aumento é justificado pela indexação do preço do prato social à subida do salário mínimo nacional (SMN).