Breves
VW confessa fraude
nos EUA

O grupo alemão Volkswagen declarou-se culpado dos três crimes de que é acusado pela justiça norte-americana.

O advogado Manfred Doess, em representação do grupo, anunciou, dia 10, no Tribunal de Detroit, que o fabricante germânico reconhece as acusações de conspiração para cometer fraude, de obstrução à justiça e obtenção de bens mediante declarações falsas.

Na base do processo está a instalação de um programa em 580 mil veículos durante três anos que falsificava as reais emissões dos motores. A assunção da culpa fazia parte de um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, que obriga ainda a Volkswagen a pagar 4300 milhões de dólares em indemnizações.


UE reelege Tusk
com oposição polaca

O antigo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, foi reeleito, dia 10, presidente do Conselho Europeu, para um segundo mandato de dois anos e meio, apenas com o voto contra do seu país, que propôs outro candidato.

O governo de Varsóvia reagiu através do ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, considerando que «a forma como [a eleição] foi conseguida diz muito sobre a União Europeia e para onde vai. Agora sabemos que é uma UE às ordens de Berlim», afirmou o chefe da diplomacia polaca.

A presidência do Conselho Europeu é um cargo criado pelo Tratado de Lisboa em 2009, tendo sido ocupado pela primeira vez e por dois mandatos pelo belga Herman Van Rompuy.


Hungria reintroduz
detenção de migrantes

O Parlamento húngaro aprovou, dia 7, a reintrodução da detenção sistemática de todos os migrantes que entram no país, medida retirada em 2013 sob pressão da União Europeia e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Serão abrangidos tanto os migrantes recém-chegados como os requerentes de asilo que já estão em solo húngaro, incluindo crianças.

As Nações Unidas condenaram firmemente a adopção da nova lei, que «viola as obrigações da Hungria diante do direito internacional e da União Europeia e terá um impacto físico e psicológico terrível sobre mulheres, crianças e homens que já sofreram muito», disse a porta-voz do ACNUR, Cecile Pouilly.