Breves
Espanha adia reforma<br>dos portos

O governo de Espanha decidiu adiar a aprovação em Conselho de Ministros do projecto que altera as regras do trabalho de estiva nos portos do país.

Perante a convocação de uma greve no sector, o ministro do Fomento decidiu alargar o prazo das negociações, em troca da desconvocação da paralisação.

As estruturas representativas dos trabalhadores aceitaram a proposta, na esperança de chegar a um acordo favorável aos trabalhadores.

O recuo do governo verificou-se depois de o PSOE e a coligação Unidos Podemos terem declarado que não apoiariam o projecto no parlamento. Também o Ciudadanos pediu o adiamento da adopção diploma, deixando o governo minoritário do PP completamente isolado.

As negociações decorrem agora entre sindicatos e representantes do patronato com vista à conclusão de um convénio colectivo, que poderá ser depois incluído no decreto de lei.

Mas o conflito poderá reacender-se caso o governo não reveja as principais directrizes da reforma.


Migrantes forçam fronteira<br>em Ceuta

Centenas de pessoas forçaram, na madrugada de dia 17, a fronteira do enclave espanhol de Ceuta, em Marrocos.

A guarda civil calcula que cerca de 500 imigrantes conseguiram penetrar na cidade, havendo vários feridos entre eles e as forças da ordem, segundo noticiou a AFP.

A Cruz Vermelha informou ter prestado assistência a 400 pessoas, acolhidas no centro de retenção de Ceuta.

O enclave, rodeado por uma vedação metálica dupla com seis metros de altura e uma extensão de oito quilómetros, constitui, juntamente com a cidade de Melila, a única fronteira terrestre entre o continente africano e a União Europeia.

Apesar de pouco noticiadas, as investidas contra a fronteira são frequentes. A última tentativa tinha ocorrido na noite do ano novo, quando cerca de mil pessoas arriscaram a passagem sem sucesso.


Credit Suisse corta pessoal

O Credit Suisse, segundo maior banco helvético, anunciou, dia 14, uma nova redução de efectivos que pode atingir 6500 trabalhadores.

Já em 2016 o banco eliminou 7250 postos de trabalho, no âmbito de um plano de redução dos custos operacionais.

No mesmo dia, a entidade bancária revelou ter fechado o ano com prejuízos de 2438 milhões de francos suíços (2285 milhões de euros), resultantes em grande parte da multa que terá de pagar às autoridades norte-americanas, num processo sobre a venda de activos «tóxicos».

O acordo com a Justiça dos EUA prevê o pagamento de 5055 milhões de euros, metade como coima e o restante para indemnizar clientes nos próximos cinco anos.


PSA quer comprar Opel

O construtor francês PSA, detentor das marcas Peugeot e Citroen, confirmou, dia 14, que está a estudar a possibilidade de adquirir a Opel/ Vauxhall, filial europeia do grupo norte-americano General Motors, com sede respectivamente na Alemanha e no Reino Unido.

Já hoje PSA e Opel desenvolvem projectos comuns. O novo Zafira será produzido em França pela PSA, enquanto o futuro C3 Picasso sairá das fábricas Opel em Espanha.

Porém, a notícia de uma eventual aquisição suscitou preocupação na Alemanha, onde o sindicato IG Metall e a ministra da Economia, Brigitte Zypries, consideraram inaceitável que tais negociações decorram sem consulta aos comités de empresa e às autoridades do país.

Paris não se opõe mas quer salvaguardar o emprego.


Protesto no ABC

Os jornalistas do diário espanhol ABC fizeram uma greve às assinaturas, nas edições de dia 15 em papel e digital.

A greve, decidida em plenário, foi amplamente seguida pelos jornalistas do quadro, em protesto contra despedimentos, redução de salários e direitos.

O comité de empresa salientou o êxito da greve, notando que é a primeira vez em 114 anos de história que o diário se publicou sem as assinaturas dos jornalistas.