Breves
FARO
Escolas sem condições

O PCP está a distribuir um folheto à comunidade educativa de Faro em que responde às questões que lhe foram colocadas nas diversas visitas realizadas às escolas básicas por elementos da Comissão Concelhia, eleitos locais e o próprio deputado na Assembleia da República, Paulo Sá. Entre as realidades denunciadas no documento, conta-se a carência de assistentes operacionais, professores para as Actividades de Enriquecimento Curricular, psicólogos e professores e técnicos de educação especial, e a degradação dos edifícios e equipamentos.


LEIRIA
Um passo atrás

O PCP considera que a retirada de circulação das automotoras que na linha do Oeste servem os comboios inter-regionais de ligação à linha do Norte e a Coimbra constitui um «grave passo atrás na melhoria da oferta de transporte público neste troço ferroviário». Reconhecendo que as automotoras não são novas e que foram alugadas à Renfe «num negócio de duvidoso interesse para a CP», o PCP lembra que a sua introdução constituiu «um avanço na resposta à necessidade de conferir ao transporte de passageiros na linha do Oeste maior conforto e qualidade, captando assim mais utentes». O substancial aumento do número de passageiros (sobretudo no troço a Norte das Caldas da Rainha) verificado nos últimos dois anos assim o comprova. Para o PCP, não é aceitável que a CP procure dar resposta aos compromissos noutro serviço ferroviário prejudicando as populações servidas pela Linha do Oeste e pondo em causa o processo de recuperação e modernização da mesma. Com a saída das automotoras 592 este serviço passará a ser assegurado com composições antigas, construídas nos anos 70 do século passado.


COIMBRA
Resultado dúbio

O Executivo da Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP valoriza a aprovação, pela Assembleia da República, de uma resolução que aponta o início das obras de reposição, modernização e electrificação do ramal ferroviário da Lousã já em 2017. A proposta do Partido foi aprovada por todas as forças políticas, à excepção do PS, que votou contra. Entretanto, o PCP manifestou a sua discordância quanto à reactivação do projecto do Metro do Mondego e a sua inclusão no plano de investimentos ferroviários 2016-2020, apresentado pelo BE. Para o PCP, com esta proposta pretende-se «ressuscitar o projecto que foi responsável precisamente pelo desmantelamento do ramal ferroviário da Lousã», que «nenhuma vantagem trouxe ou trará para a mobilidade na cidade e no distrito». Os comunistas insistem ainda na ideia de que a municipalização dos transportes públicos, no fundo proposta pelo BE, «desresponsabiliza a Administração Central e atira responsabilidades para as autarquias», ao mesmo tempo que dá passos para a «futura concessão e privatização» deste serviço público. O PCP reafirma a defesa da modernização e electrificação da linha ferroviária, com ligação à rede ferroviária nacional.