Breves
Unicer

Em greve, a partir de segunda-feira, dia 15, vão estar os trabalhadores das empresas Unicer GPS, Unicer Bebidas e Unicer AT, em Leça do Balio, Santarém, Santo Antão do Tojal e Miraflores, por aumentos salariais e pela dignificação do trabalho. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab, da Fesaht/CGTP-IN), a decisão foi tomada em plenário e a paralisação vai abranger, nos dias 15, 16 e 17, a primeira hora de trabalho, alargando-se para as duas primeiras e duas últimas horas de cada jornada nos dias 19, 20 e 21.


Panrico

Em greve, os trabalhadores da Panrico, em Mem-Martins (concelho de Sintra) vão concentrar-se à porta da empresa, a partir das 9 horas de dia 15, informou o Sintab. Mantêm, assim, as paralisações pelo cumprimento do contrato colectivo de trabalho, em particular no que se refere à remuneração do trabalho prestado em dias feriados.


Aeroportos

Em greve decidiram entrar, no dia 27, sábado, por 24 horas, os trabalhadores da categoria de assistente de portos e aeroportos (APA) ao serviço da Prosegur e da Securitas. Cumprindo a decisão saída dos plenários de trabalhadores, no dia 5, ao fim de nove meses de negociação em que as empresas insistiram em regimes inadequados de organização dos tempos de trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos convocou ainda greve ao trabalho suplementar, a partir de dia 24, quarta-feira. O Sitava e os trabalhadores APA nos aeroportos exigem, nomeadamente: um contrato colectivo de trabalho sem qualquer regime de flexibilização da organização dos tempos de trabalho; a criação de uma carreira profissional, que traga estabilidade e perspectivas de futuro; medidas urgentes no âmbito da saúde e segurança no trabalho; acabar com a jornada («banco» de horas encapotado). O sindicato salienta que estes profissionais são responsáveis pela segurança de quase 40 milhões de passageiros (dados de 2015).


Figueira da Foz

Cerca de 300 trabalhadores da fábrica de pastas e papéis, em Lavos, que estavam contratados através da Tempo Team (trabalho temporário), passaram para o quadro de uma empresa do Grupo Portucel Soporcel (desde Fevereiro, The Navigator Company), destacou a direcção da União dos Sindicatos da Figueira da Foz. Numa nota sobre a sua reunião de dia 5, a estrutura concelhia da CGTP-IN congratulou-se também com os resultados da acção desenvolvida pelos trabalhadores daquela fábrica, há muitos anos conhecida como Soporcel, organizados no sindicato SITE Centro-Norte, exortando-os a continuarem a «justa luta pela defesa dos direitos e melhoria dos salários e condições de vida e de trabalho». A par da decisão de concentrar esforços no combate à subcontratação, para trabalhos que são de carácter permanente e deviam estar a cargo de trabalhadores efectivos das empresas, a USFF realça a iniciativa sindical de esclarecimento e organização, contra a precariedade e o trabalho não declarado no sector da restauração e hotelaria (que terá um ponto alto no concelho no dia 19). Na reunião foram ainda abordadas questões relativas ao Casino da Figueira da Foz, ao serviço de alimentação do Hospital Distrital, à Administração Pública central e local, à Verallia (antiga Vidreira da Fontela), ao aumento de acidentes de trabalho na indústria e ao surgimento de distribuição de correio à margem dos CTT.


<i>Handling</i>

O primeiro passo para a concretização do ponto número dois do acordo assinado com o Governo a 30 de Junho foi formalizado na semana passada, informou o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, no dia em que recebeu da Autoridade Nacional da Aviação Civil o convite para uma reunião, dia 5, que daria início ao processo de constituição de um grupo de trabalho sobre o sector. Este grupo, com representantes do Governo, da ANAC, dos trabalhadores e das empresas, deverá analisar a situação actual e apontar um plano de intervenção para a assistência em escala a nível nacional.