Breves
SECTOR DOS SEGUROS
Velha «modernidade»

Num comunicado da Organização Regional de Lisboa dirigido aos trabalhadores da Fidelidade Assistência, o PCP denuncia a «modernidade que cheira a mofo», a propósito da generalização da precariedade e do aumento da exploração verificados na empresa, beneficiando das alterações negativas introduzidas na legislação laboral, nas últimas décadas, por PS, PSD e CDS. Em grande destaque nesse comunicado está o valor dos lucros alcançados pela empresa em 2015, a rondar os oito milhões de euros, que corresponderiam a qualquer coisa como 53 mil euros anuais por trabalhador. Este valor encontra-se muito distante daquele que é pago aos trabalhadores da empresa, cada vez mais sujeitos a salários baixos e a trabalhos de enorme desgaste físico e mental: «Chegamos ao absurdo de as necessidades fisiológicas ou de descanso, após o atendimento e tratamento de várias chamadas, muitas delas desgastantes, serem um obstáculo a uma avaliação de desempenho positiva, obrigando muitas vezes a roubar tempo ao período de refeição para recuperar o tempo em linha “perdido”.»


SÃO PEDRO DA COVA
Festa da Unidade

Nos dias 5 e 6 de Agosto teve lugar mais uma edição da Festa da Unidade, promovida pela Comissão de Freguesia de São Pedro da Cova do PCP, que contou com a presença de dirigentes locais, regionais e nacionais do Partido, como foi o caso de Jorge Pires, membro da Comissão Política. Esta é uma iniciativa ímpar quer no plano local quer no regional, pois realiza-se ininterruptamente há quase 40 anos. Nesta edição, na qual participaram uma vez mais largas centenas de militantes e amigos do Partido e muitos habitantes da freguesia de maioria CDU (juntamente com Fânzeres, à qual ficou unida pela lei de agregação de freguesias). Para além do convívio constante, a Festa da Unidade ficou também marcada pela reafirmação da necessidade de prosseguir e intensificar a luta para alargar a reposição, defesa e conquista de direitos, recuperar e salvaguardar a soberania nacional e romper definitivamente com a ingerência e a submissão à UE e ao euro.


LISBOA
Travar os despejos

O PCP está solidário com os moradores do Pátio da Quintinha, na freguesia lisboeta da Ajuda, uma vez mais ameaçados de despejo pelo Ministério da Administração Interna. Em causa estão cerca de 20 agregados familiares, muitos deles constituídos por pessoas muito idosas, que desde 1977 enfrentam sucessivas ameaças de depejo das casas de função da GNR, que habitam há muitos anos. As ameaças baseiam-se numa lei de 1934 e não se fazem acompanhar de quaisquer contrapartidas, acusa a Direcção da Cidade de Lisboa do PCP, num comunicado de dia 9. O Partido, que no ano passado levou o assunto à Assembleia Municipal, onde conseguiu granjear o apoio de todos os outros partidos, repudia a ordem de despejo subscrita pela ministra da tutela, a cumprir durante este mês, denunciando a total ausência de alternativa para os moradores, com quem está solidário e ao lado dos quais se mantém.