24 de Julho de 1945
– Truman autoriza uso da bomba atómica

«Houve então a tremenda explosão de luz, seguida por um tronitoar ensurdecedor. Muitos observadores foram atirados ao chão pelo abalo. Todas as emoções recalcadas se soltaram nesses poucos minutos. Todos pareciam sentir que tinham assistido ao nascimento de uma idade nova – a era da energia atómica». Assim descreveu o general Tomaz Farrell a experiência levada a cabo no dia 6 de Julho, às 5h30, no deserto do Novo México. A sua potência era equivalente a 18 mil toneladas de TNT. No dia 24, Harry S. Truman, 33.º presidente dos EUA, dá a fatídica ordem. Na madrugada de 6 de Agosto de 1945, o capitão do Enola Gay lança a bomba que tinha o nome de código de «litle boy» sobre Hiroshima. A bomba atómica destruiu tudo. 78 000 pessoas morreram instantaneamente, mas o efeito da radiação sobre os sobreviventes ultrapassou tudo o que se podia imaginar. Horas depois, Truman congratulou-se: «Gastámos dois biliões de dólares na maior campanha científica da História... E ganhámos». Três dias mais tarde foi a vez de Nagasaki (60 mil a 80 mil mortos). A morte continuou a ceifar vidas depois dos ataques, devido a queimaduras, envenenamento radioactivo e outras lesões. A maioria dos mortos eram civis.

 


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