Aconteu
Maioria trabalha mais de 40 horas semanais

Mais de metade dos trabalhadores portugueses (51%) laboram mais de 40 horas semanais, segundo estudo da Randstad, citado dia 24 pelo Jornal de Negócios.

Os homens são os que trabalham mais horas, com 56 por cento dos inquiridos a admitir que passam mais de 40 horas por semana no emprego, contra 47 por cento das mulheres.

Os trabalhadores com ensino básico ou secundário exercem em média cerca de 41 horas e os com ensino superior ou bacharelato prestam 42 horas. As funções de produção e de escritório exigem em média 41 horas, já as funções de gestão requerem cerca de 44 horas de trabalho.

Na União Europeia, os portugueses estão entre os que mais horas trabalham (41 horas), depois dos húngaros (44 horas) e dos polacos (42 horas).


Contratação colectiva perdeu dinâmica

O primeiro relatório anual sobre a contratação colectiva, apresentado, dia 20, no Ministério do Trabalho, revela que, apesar da paralisação da negociação nos últimos anos, a contratação colectiva continua a regular as condições de trabalho de quase 2,2 milhões de trabalhadores, ou seja, 89 por cento da força laboral por conta de outrem.

No entanto, verifica-se um «quebra substancial da dinâmica da contratação colectiva» e as poucas convenções assinadas ou revistas ao longo do ano passado revelam «pobreza de conteúdo», assinalou o ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

Até 2011, cerca de 60 por cento dos trabalhadores abrangidos por instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho viam as condições de trabalho, nomeadamente os salários, actualizadas anualmente. Agora, essa actualização abrange apenas um quarto dos trabalhadores.

Segundo o ministro, tal deve-se ao facto de as negociações estarem a ser remetidas para a esfera individual, o que enfraquece e retira «importância à negociação coletiva».

O ministro defendeu a necessidade de incentivar a contratação colectiva, admitindo a pertinência de intervenções legislativas nesse sentido. Isto porque, segundo afirmou, é pela via da negociação coletiva que as economias se conseguem tornar mais dinâmicas, ao mesmo tempo que se diminui a insegurança das relações contratuais e se reduz a precariedade, dois pontos-chave para a promoção da produtividade.


Portugueses vencem mundial de vela

Os irmãos Pedro e Diogo Costa conquistaram, dia 23, o título mundial de vela na classe de 420, na competição realizada em San Remo, Itália.

A dupla portuguesa atingiu o lugar mais alto do pódio, impondo-se aos norte-americanos Wiley Rogers/Jack Parkin e aos gregos Vasilios Gourgiotis/Orestis Batsis, segundos e terceiros classificados, respectivamente.

«Cumprimos o nosso sonho. Viemos para o Mundial com expectativas menos elevadas, mas conseguimos superar-nos. Foi complicado, tivemos altos e baixos durante esta competição mas hoje tivemos opções acertadas e chegámos ao título», disse Pedro Costa, em declarações divulgadas no site da Federação Portuguesa de Vela.


Bronze nas Olimpíadas de Biologia

Susana Henriques Afonso, de Lisboa, conquistou uma medalha de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Biologia, que decorreram no Vietname.

Na competição destacou-se ainda Francisco Franco Pêgo, de Coimbra, que recebeu um diploma de mérito.

O evento mobilizou 268 alunos e 223 professores de 72 países, sendo a participação portuguesa organizada pela Ordem dos Biólogos, que conta com a colaboração de prestigiadas entidades académicas e de investigação nacionais na área.

Segundo um comunicado do Ministério da Educação, divulgado dia 25 pela agência Lusa, este foi «o terceiro ano consecutivo em que os estudantes portugueses sobem ao pódio».


Faleceu António Inverno

O artista plástico António Inverno faleceu, dia 21, aos 71 anos, num hospital de Lisboa.

Nasceu em 1944, em Monsaraz, estudou na Escola António Arroio, onde se cruzou, entre outros com Roberto de Araújo, Manuel Lima, Jorge Vieira ou Rogério Ribeiro.

No final dos anos 50 inicia-se na serigrafia, no que foi uma referência, e monta um atelier-oficina por onde passaram todos os grandes nomes do universo artístico nacional.

Foi colaborador da revista Seara Nova e trabalhou com artistas como Júlio Pomar, Paula Rego, Francisco Relógio, Maria Keil, Manuel Cargaleiro, Mário Cesariny ou Artur Bual, entre muitos outros.

Em 1974 e 1975 participou nas campanhas de dinamização cultural. Foi sócio fundador da AR.CO e do Centro Cultural de Almada. Em 1993 abriu o Centro de Serigrafia António Inverno. Foi Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1995 recebe o Prémio Nacional de Pintura da Academia Nacional de Belas Artes.




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