CPPC repudia exercícios da NATO
Não à escalada belicista

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) revela, em comunicado, que a NATO, «aliança belicista, extensão do poder militar dos EUA e que actua em função dos seus interesses», vai levar a cabo «manobras militares de grande envergadura» em Portugal, Espanha e Itália, entre 28 de Setembro e 6 de Novembro deste ano, nas quais estarão envolvidos mais de 36 mil militares de todos os ramos das forças armadas dos estados-membro desta aliança e de mais sete «países parceiros».
As manobras militares do próximo Outono, tidas como das maiores de sempre, surgem na sequência de exercícios militares dos EUA e da NATO em diversos pontos da Europa «que são entendidos como uma clara e continuada demonstração de hostilização à Federação Russa», e têm entre os seus objectivos já declarados testar «a capacidade para a intervenção externa belicista da NATO no Mediterrâneo, no Norte de África, e no Médio Oriente», afirma o CPPC. A organização lembra que «a NATO declarou o objectivo de constituir uma força de reacção permanente de entre 13 mil e 30 mil militares e de uma força de intervenção rápida constituída por 5000 militares», cuja actuação «não se limitaria aos territórios dos países da organização», de acordo com o conceito estratégico aprovado na Cimeira de Lisboa, em 2010. 
Para o CPPC, a cumplicidade do Governo português «com esta aliança com propósitos belicistas» colide com princípios fundamentais inscritos na Constituição e na Carta das Nações Unidas, como o respeito pela soberania e independência dos estados; a resolução pacífica dos conflitos; a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração; o desarmamento e a dissolução dos blocos político-militares. O CPPC considera ainda inaceitável o facto de a NATO ter como objectivo o «aumento das despesas militares» e relançar a «corrida armamentista» num momento em que vários países, incluindo Portugal, se vêem confrontados com «inaceitáveis sacrifícios», com a regressão social e a pobreza de amplas camadas da população.




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