Aconteu
Férias passadas em casa

Quase metade dos portugueses (47%) que tencionam tirar férias entre Junho e Setembro vai gozar o merecido descanso dentro da sua área de residência.

Segundo um inquérito divulgado, dia 22, pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo, 52 por cento dos inquiridos aproveita o período estival para tirar férias, mas destes apenas 53 por cento planeiam passar algum período fora de casa, optando maioritariamente por destinos em Portugal (75%).

O estudo elaborado em 2014 pela mesma entidade mostrava uma percentagem semelhante de inquiridos (50%) que pretendiam fazer férias entre Junho e Setembro. Todavia, no ano passado, 67 por cento planeavam sair da área de residência.


Desempregados sem apoios

O número de pessoas a receber subsídios de desemprego voltou a cair, em Maio, totalizando 281 059.

De acordo com os dados da Segurança Social, no final de Maio havia menos 10 542 pessoas a receber estes subsídios do que em Abril (-3,6%). Desde Janeiro, 25 003 trabalhadores perderam o direito a estas prestações, face ao final de 2014 (-8,2%).

Para se encontrar números inferiores, é preciso recuar a Janeiro de 2009, altura em que havia 278 850 trabalhadores a receber esta prestação social.


Portugal perde população

Portugal perdeu mais de 52 mil habitantes em 2014, em consequência de um saldo natural negativo e de números na emigração superiores à imigração.

De acordo com estimativas divulgadas, dia 16, pelo Instituto Nacional de Estatística, a 31 de Dezembro de 2014 a população residente em Portugal cifrava-se em 10 374 822 pessoas, menos 52 479 do que em 31 de Dezembro de 2013.

Apesar do número de óbitos de residentes ter diminuído (104 790 em 2014 contra 106 545 em 2013), o saldo natural foi negativo em 22 423 pessoas, devido à redução do número de nascimentos.

Já o saldo migratório no final de 2014 cifrou-se em menos 30 056 pessoas, em resultado da saída de pessoas ter largamente superado a entrada de imigrantes.


Cortes restringiram acesso à Saúde

Os cortes orçamentais efectuados entre 2010 e 2014 colocaram Portugal na cauda da Europa.

Em termos de despesa absoluta per capita em saúde e em medicamentos, o nosso País ocupa hoje a segunda mais baixa da União Europeia, concluiu um estudo divulgado, dia 18, em Lisboa.

Elaborado pela empresa Boston Consulting Group, com o apoio de especialistas portugueses, o estudo assinala que a despesa em medicamentos sofreu uma redução de 37 por cento no referido período.

Portugal tornou-se ainda «o país da UE com menor acesso a novos medicamentos». Até Setembro de 2014, apenas 29 por cento dos fármacos entrados no mercado foram comparticipados, contra 78 por cento em Espanha ou 90 por cento na Dinamarca.


Mulheres têm pensões mais baixas

As mulheres portuguesas recebem pensões, em média, 31 por cento mais baixas do que os homens, revela um estudo do Instituto Europeu para a Igualdade de Género, divulgado dia 19.

Com base em dados do Eurostat, a investigação conclui que as mulheres recebem pensões inferiores às dos homens em todos os países da Europa a 27, tendo havido «poucas alterações» nas diferenças de género entre 2010 e 2012.

Os países com o maior fosso entre géneros são a Alemanha e o Luxemburgo, ambos com 45 por cento. No primeiro caso a pensão média recebida pelas mulheres é de 1035 euros contra 1871 dos homens; no segundo, os valores são de 2207 e 4017 euros, respectivamente.


Hélia Correia vence prémio Camões

A escritora portuguesa Hélia Correia foi escolhida como vencedora do Prémio Camões 2015, por decisão unânime do júri, reunido dia 17, no Rio de Janeiro.

Licenciada em Filologia Românica, Hélia Correia estudou teatro clássico e editou poesia nos anos 1980, mas foi como ficcionista que se destacou como um dos nomes mais importantes da sua geração.

Com vários romances premiados, em 2013 foi distinguida com o Prémio Correntes d’Escritas Casino da Póvoa, pelo livro de poesia «A Terceira Miséria», obra que considerou como «uma homenagem à Grécia», país que «está a sofrer uma pressão impensável», declarou na altura.

O Prémio Camões foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989 como forma de reconhecer autores de língua portuguesa.



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