Editorial

«Alternativa necessária que o alargamento da expressão eleitoral da CDU tornará inevitável»

A ALTERNATIVA É POSSÍVEL

Prossegue e intensifica-se a acção do Governo de agravamento das injustiças e desigualdades sociais. A situação de declínio nacional que vivemos é agravada pela crescente submissão à União Europeia e aos seus instrumentos de domínio, a que PS, PSD e CDS amarraram Portugal. Condicionalismos com que é necessário romper, quanto antes, como propõe a CDU, para quem a soberania e independência são valores inegociáveis. É preciso combater os processos de imposição e de chantagem, como o que está a acontecer com o povo grego, que as instâncias supranacionais da UE a todo o transe querem vergar e humilhar. Processo vergonhoso que contou com a colaboração do Governo português que, em vez de aproveitar a oportunidade para se bater pelo fim da política de austeridade que penaliza os trabalhadores, o povo e o País e favorece o grande capital, preferiu assumir uma postura de alinhamento com a pressão dos poderosos.

Com o aproximar das eleições, acentua-se a linha de bipolarização. Recorrendo a sondagens para criar a ideia de um suposto «empate técnico» entre os dois pólos da política de direita (PSD/CDS e PS) ou de estarmos perante eleições para a escolha do primeiro-ministro, cada um dos dois tenta dissimular a semelhança de propostas e medidas dos seus programas eleitorais e, empolando as pequenas diferenças, usar o medo e a chantagem para atrair eleitorado. Operação mistificatória de grande envergadura em que intervém a comunicação social dominante que procura dar centralidade mediática à disputa artificial entre ambos e, por esta via, impedir, condicionar ou limitar o crescimento eleitoral da CDU.

Foi também a consciência do crescente prestígio, influência e crescimento social, político e eleitoral da CDU que levou à recente aprovação na AR de um novo regime jurídico sobre cobertura jornalística em período eleitoral, de que foram promotores PS, PSD e CDS, que deixa aos media a decisão discricionária sobre a cobertura jornalística dos actos eleitorais e abre caminho à discriminação e silenciamento do PCP e da CDU.

Continua a viver-se no PCP e na CDU um ambiente geral muito positivo, repercutindo o entusiasmo e a confiança que levou à marcha nacional «A força do povo» mais de 100 mil pessoas, no passado 6 de Junho. Dinâmica de confiança que se sente nas diversas iniciativas que a coligação PCP-PEV tem vindo a realizar, como foi o caso, na última semana, das sessões públicas com a presença do Secretário-geral e do primeiro candidato das listas da CDU pelos respectivos círculos eleitorais em Braga e Évora, a Assembleia da Organização do Sector Intelectual de Lisboa do PCP e o comício-festa da CDU na Covilhã.

Avança também a bom ritmo a preparação do programa eleitoral do PCP cuja apresentação pública se encontra agendada para o dia 7 de Julho. Com a audição sobre «A política patriótica e de esquerda e os direitos das Mulheres» da passada quinta-feira concluiu-se um vasto conjunto de audições em que participaram centenas e centenas de democratas e patriotas e um considerável número de estruturas da área económica, social e cultural, com contributos valiosos que foram acolhidos. Avança agora a planificação do trabalho eleitoral para os meses de Julho e Agosto, tendo em vista uma campanha de massas para a divulgação das soluções da CDU para um Portugal com futuro.

Dinâmica de massas e de confiança que, hoje e amanhã, marcará presença junto de creches, ATL e Jardins de Infância para contacto com as jovens famílias e distribuição do documento da CDU «Crianças com direitos para um Portugal com futuro».

Sábado, no Seixal, realiza-se o almoço nacional de dirigentes, delegados, activistas sindicais e membros das CT. No próximo domingo, reúne o Comité Central do PCP.

Avança também o processo de implantação e divulgação da Festa do Avante!, que requer uma atenção particular à organização e dinamização da venda antecipada da EP.

Importa também continuar a dedicar atenção ao prosseguimento da campanha de reforço do Partido, nomeadamente nas empresas e locais de trabalho e na responsabilização de quadros.

Confirmando as potencialidades para prosseguir e intensificar a luta a partir das empresas e locais de trabalho, realizaram-se, na última semana, várias greves e outras lutas (CP Carga, Empresa Paineis Solares, médicos do IPO – Porto, guardas prisionais, sector de transportes). No passado sábado realizou-se em Lisboa a manifestação nacional de professores e, em Coimbra, o plenário nacional de Comissões de Trabalhadores que, no final dos trabalhos, concretizou uma acção de rua. Desenvolvem-se processos de luta reivindicativa em torno de aspectos concretos associados à luta contra este Governo e contra a política de direita e pela exigência duma verdadeira alternativa. A comprovar, mais uma vez, que vale a pena lutar, é digna de registo a informação da União dos Sindicatos de Setúbal de que com a resistência nos locais de trabalho e a intervenção dos sindicatos da CGTP-IN, os trabalhadores, naquele distrito, receberam este ano mais de um milhão de euros. Amanhã, terá lugar a concentração dos trabalhadores da Administração Pública junto à Assembleia da República e a luta dos produtores de leite de Aveiro; na próxima quarta-feira, será a vez do Plenário Nacional de Sindicatos da CGTP-IN. Regista-se também as acções agendadas para a TAP e Metro de Lisboa e as três decisões judiciais a exigir a publicação de ACEP assinados por autarquias e pelo STAL.

Depois de tantas lutas travadas, a Marcha Nacional de 6 de Junho confirmou que, com a força do povo, a alternativa é possível. Alternativa necessária que o alargamento da expressão eleitoral da CDU tornará inevitável.

 


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